VOLTAR

EUA querem que Sivam integre programa global de monitoramento

OESP, Geral, p.A12
18 de Jun de 2004

EUA querem que Sivam integre programa global de monitoramento
Sistema deve fornecer informações sobre o clima mundial, o meio ambiente e a biodiversidade
Jamil Chade
Correspondente
GENEBRA - Membros do governo dos Estados Unidos defendem o envolvimento do Sistema de Vigilância da Amazônia (Sivam) em um programa internacional que começa a ser negociado para monitorar o clima mundial, o meio ambiente e a biodiversidade no planeta.
O sistema foi proposto por Washington e o objetivo é estabelecer um entendimento entre os países para que haja uma troca de informações nesses campos. Para o Brasil, antes de estabelecer como o País participará, o tratado terá que garantir que a troca de informações seja recíproca e os dados, públicos. Além disso, o Itamaraty quer garantias de que o sistema mundial não signifique o desmantelamento dos programas nacionais de monitoramento climático e ambiental.
A iniciativa de criar o sistema partiu da Casa Branca, que, no ano passado, convocou 34 países, entre eles o Brasil, para apresentar o plano. A idéia é de que, com a cooperação, os países possam estar mais bem orientados para tomar decisões sobre como evitar problemas com desastres naturais, o gerenciamento de água e de recursos marítimos, a qualidade do ar e a biodiversidade.
Em novembro, em Ottawa, começará a ser definido como será feito o controle desse mecanismo planetário de observação climática. Para o Brasil, o tema do controle é fundamental e o governo inicia um debate interno para definir qual será sua posição na negociação. O País ainda co-preside, ao lado dos americanos, um dos grupos de trabalho que exatamente debate quais informação seriam compartilhadas. Outro tema polêmico é a finalidade do uso das informações.
Muitos governos ainda têm certas dúvidas sobre o acesso a informações de seu território, principalmente sobre temas relacionados a recursos biológicos. Com a questão do controle eventualmente solucionado, a esperança da Casa Branca é de que um plano de ação seja adotado pelos países em fevereiro de 2005.

OESP, 18/06/2004, p. A12

As notícias aqui publicadas são pesquisadas diariamente em diferentes fontes e transcritas tal qual apresentadas em seu canal de origem. O Instituto Socioambiental não se responsabiliza pelas opiniões ou erros publicados nestes textos. Caso você encontre alguma inconsistência nas notícias, por favor, entre em contato diretamente com a fonte.