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Estudo mostra que desnutrição leve atinge 24,2% das crianças

Diário de Cuiabá-Cuiabá-MT
28 de Abr de 2005

Uma avaliação nutricional feita pela UFMT e Funasa com 161 índios bororos menores de cinco anos mostrou que 7,5% têm desnutrição moderada e 24,2% leve. O estudo foi realizado com o apoio do Distrito Sanitário Especial de Saúde Indígena (DSEI-Cuiabá).

A avaliação foi realizada por uma equipe multidisciplinar composta por 20 profissionais, entre eles enfermeiros, técnicos de enfermagem, médicos e nutricionistas, entre os dias 5 e 8 de março em nove aldeias nos municípios de Rondonópolis, Santo Antônio de Leverger, General Carneiro, de Melgaço e Primavera do Leste. A equipe continua trabalhando na sistematização dos dados coletados. Ainda não foram definidas as ações para reverter os quadros identificados de desnutrição moderada e leve.

A equipe de saúde está otimista com o resultado da avaliação. Segundo Jaime Oliveira, coordenador do convênio entre Funasa e UFMT, os percentuais detectados nas aldeias estão abaixo do índice nacional de desnutrição infantil, que é de 11%.

Ele explicou que é feito um trabalho de rotina de desenvolvimento e crescimento em crianças indígenas menores de cinco anos. No entanto, eles decidiram aprofundar o estudo nas aldeias dos índios bororos por apresentarem possíveis fatores de risco para a desnutrição infantil como o nível sócio-econômico, cultural, geográfico e políticos.

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