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Estudo do ISA alerta que mineração pode prejudicar 88 unidades de conservação da Amazônia

Radiobrás
18 de Abr de 2006

Estudo do ISA alerta que mineração pode prejudicar 88 unidades de conservação da Amazônia

Bianca Paiva e Juliana Andrade*
Da Agência Brasil

Brasília - O livro Mineração em Unidades de Conservação na Amazônia Brasileira, que o Instituto Socioambiental (ISA) lança nesta noite (18) em Brasília, mostra que 88 unidades de conservação (UCs) na Amazônia podem sofrer danos ambientais com a mineração. "Teoricamente não poderia haver essa atividade nessas áreas", alerta a geógrafa e coordenadora de monitoramento do Isa, Alícia Rolla. Existem, segundo ela, mais de 200 unidades no estado.

Segundo a publicação, de um total de 40.144 processos relacionados a essa atividade na Amazônia - que estão sob análise do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) - 5.238 incidem em UCs federais. O DNPM é ligado ao Ministério de Minas e Energia e deve assegurar, controlar e fiscalizar o exercício das atividades de mineração em todo o território nacional.

"Há 406 processos minerários no DNPM em unidades de conservação na Amazônia. Metade já tem algum tipo de permissão, autorização para iniciar pesquisa, por exemplo, e empresa privada não faz pesquisa acadêmica, o fim é a mineração", explica Rolla.

O processo para exploração, segundo informa coordenador do ISA, André Lima, envolve quatro fases distintas: requerimento de autorização, aprovação da autorização, requerimento da lavra (área onde existe minério com qualidade e quantidade para exploração) e autorização da lavra. "Genericamente, cada etapa é tratada como título minerário", informa Lima.

Segundo a geógrafa, 258 processos minerários são autorizações de pesquisa, nove são concessões de lavra, 130 são requerimentos de lavra, três são concessões de lavra garimpeira e seis já são licenciamentos.

Lima explica que o estudo foi feito com base em informações do DNPM. "O governo federal, através do DNPM, publica as concessões minerárias no Diário Oficial, e nós acompanhamos ao longo de anos essas publicações e colocamos sobre os mapas dessas áreas protegidas, então identificamos todos os tipos minerários que foram concedidos dentro dessas áreas protegidas".

Radiobrás, 18/04/2006

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