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Estudo desvenda hábitos do tubarão-baleia

OESP, Vida, p. A19
01 de ago de 2011

Estudo desvenda hábitos do tubarão-baleia

Considerados como vulneráveis à extinção pela União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês), os tubarões-baleia (Rhincodon typus) usam o Arquipélago de São Pedro e São Paulo, no meio do Atlântico, como parada estratégica durante a viagem que fazem até a costa oeste do continente americano.
A descoberta foi feita por um estudo do departamento de pesca e aquicultura da Universidade Federal Rural de Pernambuco (DEPAq/UFRPE), que também levantou a época preferida da passagem dos peixes pelo local: entre fevereiro e junho.
"É o período em que existe abundância de peixes voadores nas imediações do arquipélago, e eles são a base da cadeia alimentar do tubarão-baleia", afirma o pesquisador e responsável técnico pelo projeto, Fábio Hazin.
O tubarão-baleia é a maior das espécies de tubarão, e pode pesar mais de 13 toneladas.
A sistematização de informação sobre a espécie começou em 2004. Entre 2008 e 2010 três tubarões foram monitorados via satélite, com apoio da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, o que possibilitou investigar a utilização do arquipélago pela espécie e o movimento migratório pelo Atlântico equatorial. Alguns dados colhidos impressionaram os pesquisadores.
"Durante a pesquisa, verificamos um tubarão-baleia que alcançou a incrível marca de 1.976 metros de profundidade. Foi o mergulho mais profundo registrado para a espécie até então."
O arquipélago pertence ao Estado de Pernambuco.
Em alguns lugares do mundo, como nas Filipinas, Moçambique e Formosa, o tubarão-baleia é alvo de pescarias com arpão e redes.
"Felizmente, no Oceano Atlântico, não há registro de pescaria direcionada ao tubarão-baleia. Porém existem registros de capturas incidentais em redes, inclusive no Brasil", diz Hazin.

OESP, 01/08/2011, Vida, p. A19

http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20110801/not_imp752531,0.php

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