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Estados da Amazônia debatem pagamento por serviços ambientais

SEMADES - http://semades.to.gov.br
Autor: Alvaro Vallim
22 de Jun de 2012

Como parte das atividades programadas pelos estados da Amazônia, aconteceu nesta quarta, 20, no auditório da CNO na Rio+20 (Parque dos Atletas), uma mesa redonda sobre Pagamentos por Serviços Ambientais (PSA) que reuniu representantes dos estados de Amapá, Amazonas, Pará, Mato Grosso, Maranhão e Tocantins. O objetivo foi trocar experiências e sugestões sobre como cada estado está desenvolvendo suas ações sobre o tema.

Representando o Tocantins, a diretora geral de Meio Ambiente e Florestas da Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semades), Marli Santos destacou que os estados amazônicos precisam se organizar para deter o comando deste mercado. "Se estivermos bem organizados, podemos ser a OPEP dos serviços ambientais", apontou.
Ela destacou que a Amazônia detém 65% do território brasileiro, com florestas, água e uma grande biodiversidade. Marli explica que os serviços ambientais são todos os serviços que a natureza presta ao homem, fornecendo água, clima, medicamentos, alimentos, oxigênio e uma série de outros bens. Assim, quem ajuda a manter a floresta, poderá receber por isso, mas para que isso aconteça é preciso trabalhar no sentido de regular o mercado, lembrando que os mercados são baseados nas leis da economia e a principal delas é da oferta e da procura. "Hoje existe muita gente querendo ofertar os serviços, mas a procura ainda é pequena, ou seja, faltam compradores", chama a atenção.

Para Marli Santos é preciso que os estados amazônicos criem mecanismos para garantir preço mínimo dos certificados, monitorar o mercado e ainda estabelecer uma cultura de compra e venda desses papéis seja como investimentos ou como mecanismo compensatório. "Atualmente as pessoas preferem derrubar a floresta e trabalhar a terra, ao invés de certificar a floresta e vender este serviço. O produtor ainda não vê a atividade de cuidar da floresta como um trabalho", explica.
A diretora geral de Meio Ambiente e Florestas da Semades ainda lembra que é preciso criar novas modalidades de certificados, já que atualmente só existem os créditos de carbono e os de qualidade. "Precisamos criar os créditos de biodiversidade, assim como outros, que possam traduzir o que está sendo preservado", pontua.

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