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Estado tem selo verde a partir deste domingo

OESP, Metrópole, p. A30
22 de Set de 2013

Estado tem selo verde a partir deste domingo
Certificação garante que papel vem de florestas manejadas de forma ecologicamente correta, socialmente justa e economicamente viável

A partir deste domingo, toda a cadeia produtiva do jornal O Estado de S. Paulo, desde a floresta que gera a fibra e a celulose para a produção do papel até a saída do jornal impresso no parque gráfico, passa a ter o "selo verde" FSC® (Forest Stewardishp Council ® ou Conselho de Manejo Florestal). A OESP Gráfica já havia sido certificada em 2010. Agora, o jornal passa a circular com a certificação de que seu papel é proveniente de florestas manejadas de forma ecologicamente correta, socialmente justa e economicamente viável.
O FSC ® é um organismo internacional reconhecido no mundo todo e que desenvolve as normas para o uso de florestas, garantindo a conservação dos recursos naturais, condições justas de trabalho no campo e estímulo às boas relações com a comunidade.
O selo exibido na capa do jornal é da Cadeia de Custódia FSC®, que garante a rastreabilidade desde a produção da matéria-prima até a chegada do produto ao consumidor, além de olhar para as questões sociais na indústria. "A empresa passa, assim, a funcionar como uma espécie de guardiã da marca FSC®, garantindo que o material usado na fabricação do jornal é mesmo certificado", afirma David Escaquete, coordenador de Certificação Florestal do Imaflora. "Assim, a mensagem sobre a certificação pode ser transmitida aos consumidores para que eles sejam capazes de optar por um consumo responsável."
O papel usado vem de florestas gerenciadas considerando a conservação dos ecossistemas, dos recursos hídricos, da vida silvestre e fornecendo condições dignas aos trabalhadores florestais.
O certificado foi concedido pela avaliação da Rainforest Alliance(TM), por meio do Imaflora, que tem por missão incentivar e promover mudanças nos setores florestal e agrícola, visando à conservação e ao uso sustentável dos recursos naturais e à geração de benefícios sociais.
É o primeiro jornal de grande circulação do País a receber o certificado, mostrando a sua preocupação com as questões socioambientais. É uma garantia de que o leitor está levando para casa um jornal que contribui para a proteção das florestas e o bem-estar do trabalhador florestal e industrial.
O esforço de adequação do jornal se encaixa em uma preocupação histórica do Grupo Estado com a sustentabilidade, marcada pela adoção de boas práticas socioambientais e a realização de campanhas em prol do ambiente.
Gráfica. Desde de 2010, o Estado trabalha na certificação de toda a cadeia produtiva e, nos últimos 8 meses, se iniciou o processo de renovação do estoque para que todos os fornecedores de papel do jornal - canadenses e americanos em sua maioria - passassem a fornecer somente papel certificado, o que foi confirmado agora. Com isso, toda a cadeia produtiva do jornal passa a ter a certificação FSC®. A empresa torna disponível o uso do selo na prestação de serviço de impressão para terceiros, como no caso dos jornais Diário do Comércio, Novo Emprego (O Amarelinho), Gazeta de Santo Amaro, Rodonews, Jornal Stop, O Vila Mariana e Adepon News.
Foram treinados 348 funcionários, de diversas áreas, para que conhecessem os critérios do FSC. Essa certificação tem validade de 5 anos e será auditada anualmente pela Rainforest Alliance(TM), por meio do Imaflora.
Escaquete afirma que, no entender de sua organização, "a certificação é a forma mais eficaz de garantir que a madeira usada na construção de nossas casas e móveis ou na produção de papéis foi extraída da floresta sem prejuízo para o ambiente e os trabalhadores".
Ele ressalta também a importância das florestas manejadas de modo responsável para mitigar as emissões de gases de efeito estufa. "Ao evitar a conversão de florestas nativas que estejam no seu entorno, elas combatem o desmatamento e a degradação, atividades que historicamente foram as responsáveis pela maior parte das emissões de carbono no Brasil."

Grupo desenvolve diversas ações ambientais

SÃO PAULO - No Grupo Estado, a preocupação com questões ambientais se traduz na cobertura diária e de reportagens especiais sobre o tema em todas as mídias e em ações que transcendem a atividade jornalística.
Na Rádio Eldorado, por exemplo, ambiente é o eixo de programas e campanhas que há mais de duas décadas mobilizam os paulistanos. Em 1990, a emissora lançou um abaixo-assinado que reuniu mais de 1,2 milhão de assinaturas na capital paulista em prol da despoluição do Rio Tietê. Maior abaixo-assinado por uma causa ambiental na America Latina, deu subsídios ao governo paulista para solicitar o financiamento no BID e iniciar a despoluição do rio.
A campanha continuou desde então e no ano passado ganhou um outro nome - "Criaturas do Tietê" - que, de modo bem humorado, alerta para os "seres" que lá vivem, como pneus e bitucas de cigarro,
Há 13 anos, a rádio promove o "Projeto Pintou Limpeza", que oferece à sociedade informações sobre questões ambientais por meio de boletins com dicas sobre reciclagem, alertas sobre os problemas causados pelo descarte incorreto do lixo e o consumo irresponsável dos recursos naturais.
No final do ano passado, em evento de comemoração dos 12 anos do projeto, foi concedido pela primeira vez o "Prêmio Pintou Limpeza" a pessoas, empresas e entidades que têm colocado em prática ações de cunho socioambiental.
As Rádios Eldorado e Estadão terão, a partir do dia 27, as emissões de gás carbônico de suas atividades compensadas voluntariamente e certificadas com o selo Carbon Free pela Iniciativa Verde. Serão plantadas 1.675 árvores em compensação.
Internamente, o Grupo Estado também adota uma série de medidas para reduzir os impactos ambientais de sua atividade industrial de impressão dos seus próprios produtos, além de terceiros.
Em 2011, com o fim do fotolito, a empresa reduziu significativamente o consumo de solventes e energia, além de melhorar a qualidade da impressão. Isso foi possível graças a uma nova tecnologia, chamada computer-to-plate (Ctp). Além das mudanças que levaram à certificação da cadeia produtiva, as aparas da gráfica são vendidas para uma empresa de reciclagem, reduzindo as sobras do processo.
A sede da organização usa água de reúso e consome água de poço artesiano e da Sabesp. O fim do fotolito e a implementação do Ctp permitiram uma redução de 9,3% do consumo. O funcionamento de um novo poço artesiano a partir de 2010 permitiu o aumento da captação nessa modalidade, que hoje responde por 26,3% do total, reduzindo a captação da rede da Sabesp, que ficou em 53,9%.

OESP, 22/09/2013, Metrópole, p. A30

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