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Estado assumirá postura da legalidade para se defender

Folha de Boa Vista-Boa Vista-RR
17 de Abr de 2005

Após a reunião, o governador Ottomar Pinto (PTB) disse à Folha que todas as ações em resposta às injustiças contra o Estado serão pautadas na Lei. Ironizando aspectos arbitrários e ilegais existentes na portaria, ele acredita que o Estado terá que se retirar da área.
"Pelo menos é assim que está na portaria. Eu não sei quem vai cuidar da educação e da saúde dos índios. Este é um problema grave que a portaria levantou. Não sei como os índios vão e comportar diante do fato de que o Governo Federal numa penada, tirou deles a estrutura de governo, estadual e municipal, que vivia junto com eles, sonhando e trabalhando junto com eles", declarou.
Durante a reunião o governador pediu aos presentes que apresentassem propostas sobre vertentes que poderiam ser analisadas quanto ao engajamento da sociedade em possíveis manifestações contra a decisão do Governo Federal.
Muitas foram as sugestões apresentadas. O governador disse ter sofrido o impacto das idéias, mas não ordenara o pensamento até porque ainda teria reuniões com lideranças políticas com o objetivo de facilitar o trabalho, no sentido de modificar o quadro imposto pelo decreto.
"Além dos procuradores do Estado, do doutor Luiz Clerot - que é emérito jurista - nós estamos pensando no nome do ex-ministro do Supremo, Francisco Resek para defender os interesses do Estado. Ele integrou, inclusive, o Tribunal de Haia. Vamos postular aqui, se não der (risos) vamos para Haia (risos). Se não der, vamos pedir a papai do céu que derrame suas bênçãos sobre o nosso povo", declarou.
Ao avaliar a sua condição diante da portaria e logo depois da homologação da reserva Raposa/Serra do Sol, o governador disse: "Eu estou chocado. Acho que a gente deve ter serenidade, bom senso e agir com racionalidade. A passionalidade não resolve nada. Por outro, acredito que dificilmente aqui tenham pessoas que tenham o gesto heróico dos dezoito do forte. Então temos que usar os instrumentos que o estado de direito coloca na mão do cidadão e das instituições nacionais".

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