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Estações de esgoto no litoral devem sair em 2010

OESP, Metrópole, p. C3
17 de Jan de 2009

Estações de esgoto no litoral devem sair em 2010
Governador vistoriou obra de emissário submarino, cujo custo estimado é de R$ 100 milhões

Rejane Lima

O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), disse ontem que as estações de tratamento de esgoto do programa Onda Limpa devem ficar prontas no 1o semestre de 2010. O objetivo do programa é melhorar a qualidade das praias paulistas. De acordo com boletim da Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb), 58 dos 155 pontos analisados têm alta quantidade de esgoto doméstico - são considerados impróprios para banho.

"O Onda Limpa está tratando de todo o litoral. É um investimento de R$ 1,5 bilhão. Vamos elevar o índice de tratamento de esgoto de 55% para 95%", disse Serra durante vistoria em obra do emissário submarino de Praia Grande, na Baixada Santista.

Segundo o governador, obras como a do emissário vão permitir que as praias fiquem inteiramente limpas. "É um emissário feito com uma tecnologia que não agride a praia." O custo, disse Serra, é de cerca de R$ 100 milhões. "Não é só o emissário, tem todo o problema da coleta que vai para estação de tratamento e depois para o emissário, para então poder ser despejado". Ele afirmou que a distância do emissário - quatro quilômetros - foi determinada após um estudo do mar. "Não volta nada e, ao mesmo tempo, a praia ficará limpa, o que significa melhor saúde para as pessoas, melhor meio ambiente, sem mau cheiro."

Acompanhado da secretária de Saneamento e Energia, Dilma Pena, de Gesner de Oliveira, presidente da companhia paulista de saneamento, a Sabesp, e de dezenas de autoridades da região, Serra aproveitou para anunciar o início de uma obra que ampliará a oferta de água tratada na região, de 600 litros por segundo para 1,6 mil.

"A Estação de Tratamento de Água de Mambu Branco, em Itanhaém, vai custar R$ 300 milhões e quase triplicar a água para consumo", disse Serra, anunciando que o sistema ficará pronto em 2011 e é uma obra para os próximos 30 anos.

LITORAL NORTE

A Prefeitura de Ilhabela assinou ontem o primeiro contrato de obras de coleta e tratamento de esgoto desta gestão. O foco será o norte da ilha, onde estão as cinco praias consideradas impróprias para banho, entre elas a do Pinto e a da Armação. Badaladas, as duas estão cheirando mal por causa dos esgotos clandestinos jogados in natura nas águas. "Ilhabela tem o menor índice de coleta e tratamento de esgoto de todo o Estado. É de apenas 5%", diz o prefeito Antônio Luiz Colucci (PPS).

O acordo foi assinado com o governador em Caraguatatuba, que ocupa a segunda pior posição (38%). O novo sistema de coleta e tratamento de esgoto é resultado de uma parceria entre a iniciativa privada - composta por veranistas com casas na região - prefeitura e Sabesp. As obras, que vão atender a cem casas, vão custar R$1,5 milhão. A Sabesp entra com 41% da verba e a iniciativa privada, com 59%. A prefeitura facilita com as licenças ambientais.

OESP, 17/01/2009, Metrópole, p. C3

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