VOLTAR

Essa reserva tem dono

Revista Amanhã - http://migre.me/pfQP
Autor: Fabiana Seferin
16 de Mar de 2010

Uma solenidade realizada nesta terça-feira no município de Barra do Ribeiro, a 70 quilômetros de Porto Alegre, marcou a inauguração de uma das maiores reservas ambientais particulares do país. A reserva tem 2,4 mil hectares e nasce de um Termo de Compromisso assinado entre o governo gaúcho e a CMPC Celulose Riograndense - companhia que, recentemente, adquiriu as operações da Aracruz no Estado. Formalmente conhecida como RPPN, sigla de Reserva Particular de Patrimônio Natural, a área se localiza em uma fazenda conhecida como Barba Negra e vai ajudar a empresa a cumprir suas políticas de preservação ambiental e desenvolvimento sustentável.

"É preciso construir uma consciência ambiental na sociedade", destacou Walter Lídio, presidente da Celulose Riograndense. Ele garante que, por enquanto, a reserva de Barra do Ribeiro tem um caráter simbólico - outras reservas do tipo podem ser abertas no futuro. "Temos a intenção de criar mais RPPNs", disse ele durante a solenidade que reuniu secretários de Estado e a governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius - que elogiou a iniciativa: "Somos atores da continuidade do progresso da fazenda Barba Negra, que começou em 1820. Colocamos o 'moderno' na preservação deste sítio".

Com o termo, a fazenda Barba Negra se torna uma reserva perpétua, sem riscos de desapropriação. Além disso, passa a integrar o Sistema Estadual de Unidades de Conservação (SEUC). A finalidade será proteger, preservar e fazer a manutenção da diversidade biológica ali existente. Já a CMPC receberá estímulos fiscais e isenção de impostos, taxas e serviços estaduais pelas atividades desenvolvidas na área preservada.

Com uma diversidade biológica que há mais de três séculos desperta atenção de estudiosos, a RPPN Barba Negra poderá ser palco para o desenvolvimento atividades sócio-econômicas-ambientais com enfoques turístico, científico, cultural, educacional e recreativo, sob condição de que não interfira no seu papel como preservadora do meio ambiente.

Na área, também funciona um laboratório de pesquisa genética para estudo e melhoramento do eucalipto da Celulose Riograndense - além de um viveiro de mudas, campos, banhados, mata nativa, dunas e açudes.

As notícias aqui publicadas são pesquisadas diariamente em diferentes fontes e transcritas tal qual apresentadas em seu canal de origem. O Instituto Socioambiental não se responsabiliza pelas opiniões ou erros publicados nestes textos. Caso você encontre alguma inconsistência nas notícias, por favor, entre em contato diretamente com a fonte.