A Crítica-Manaus-AM
Autor: Luís Mansuêto
04 de Ago de 2005
O indiozinho macuxi esculpido em cedro doce é uma das obras que integram a exposição no Bosque da Ciência
Grafismos indígenas e rupestres das etnias indígenas do Estado de Roraima são a base das esculturas e entalhes feitos em material reciclável que integram a exposição "Extremo Norte", que poderá ser conferida até o meio-dia de amanhã na Ilha do Tanimbuca, no Bosque da Ciência do Instituto de Pesquisas da Amazônia (Inpa). A exibição é aberta à visitação do público.
Criadas pelos artistas Isaías Miliano, 35, e Antony Jamaica, 34, as obras retratam imagens de sítios arqueológicos da Amazônia, assim como a fauna e a flora da região. "Nossa proposta, além do trabalho artístico em si, é de estimular a educação ambiental, uma vez que reaproveitamos material de marcenarias e serrarias, ou seja, não agredimos a natureza e transformamos resíduos em obras de arte", afirmou Isaías.
Em Manaus para participar da exposição, Isaías e Antony se dizem satisfeitos com a admiração demonstrada pelos visitantes. As peças atualmente em exibição têm preços entre R$ 100 e R$ 1 mil. "Mas sempre damos um descontinho", brinca Isaías.
"Queremos divulgar os sítios arqueológicos, as pinturas rupestres, os grafismos usados nas armas de guerras de etnias, cestarias e outros elementos. Desta forma, estaremos divulgando a cultura amazônica", acrescenta.
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