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Escravidão em última instância

JB, País, p. A4
20 de Nov de 2004

Escravidão em última instância

Ano passado foram libertados 5 mil trabalhadores escravos em Mato Grosso, Pará, Maranhão e Tocantins, onde a exploração mais ocorre, vitimando principalmente retirantes do Nordeste. A notícia foi destaque no jornal inglês The Times, ontem. Apesar de o país ser referência mundial no combate ao problema, através de programa da OIT, está entre os que mais exploram o trabalho escravo - a Pastoral da Terra calcula em mais de 25 mil e o Ministério do Trabalho em até 40 mil escravos. E ainda não sabe quantos processos contra quem pratica o crime existem na justiça, informa a coordenadora da organização, Patrícia Audi. Na terça-feira, no STJ, seu presidente, Edson Vidigal, o presidente do STF, Nelson Jobim, e os ministros Miguel Rossetto, da Reforma Agrária, e Ricardo Berzoini, do Trabalho, tratam do tema com 500 especialistas. Vidigal apresentará estudo sobre o que deve e pode ser uma justiça Agrária no Brasil. Boa nova. Mais ainda se e quando a Câmara aprovar emenda constitucional que estabelece expropriação de áreas onde for comprovada a escravidão.

JB, 20/11/2004, País, p. A4

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