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Equipes de saúde indígena são capacitadas

Correio do Povo-Porto Alegre-RS
31 de Mar de 2006

A Secretaria Estadual da Saúde (SES) e a Funasa promovem, desde ontem, capacitação dirigida para equipes de saúde indígena formadas por 50 profissionais (médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem), no City Hotel, em Porto Alegre. O curso, que continua hoje, tem como meta implementar ações de controle da tuberculose nas áreas indígenas.
Segundo o coordenador da Seção de Pneumologia Sanitária da SES, Cesar Espina, o objetivo é que as equipes realizem diagnóstico precoce, prevenção (por meio da vacina BCG no primeiro ano de vida) e tratamento dos casos descobertos. Ele explicou que o controle da doença entre os indígenas deve ser mais rigoroso porque eles possuem o hábito do confinamento (várias pessoas dormem no mesmo local). A tuberculose é uma doença de alta incidência, transmissível por via respiratória e que pode levar à morte.

'A tuberculose existe em qualquer lugar, mas nos preocupamos com a população confinada, porque um doente pode contaminar entre dez a 15 pessoas em um ano', justificou Espina, lembrando que, em 2005, o foco da capacitação foi voltado para o sistema prisional.

Surgem no Estado, a cada ano, cerca de 5 mil novos casos de tuberculose. A taxa de mortalidade gaúcha é de três para cada cem mil casos. No Brasil, ocorreram 6 mil óbitos em 2005. 'Nossa meta é descobrir no mínimo 70% dos casos de tuberculose na comunidade gaúcha, curando cerca de 85%', revelou Espina, orientando que, no caso de tosse por mais de três semanas, deve-se buscar o serviço de saúde.

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