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Empresas, ONGs e governo assinam pacto para a legalização da escala produtiva de produtos amazônicos.

Amazônia.org
15 de Out de 2008

Empresas, ONGs e governo assinam pacto para a legalização da escala produtiva de produtos amazônicos.

Flávio Bonanome

Governo, ONGs e empresas assinaram hoje (15) três pactos para a produção responsável e não devastação do bioma amazônico. A assinatura dos documentos relativos à agricultura, pecuária e exploração florestal aconteceu durante o seminário Conexões Sustentáveis: São Paulo-Amazônia, organizado pela organização da sociedade civil Nossa São Paulo.
Além dos organizadores do evento, a oficialização dos documentos contou com a presença do secretário do Meio Ambiente do Estado de São Paulo e ministro do Meio Ambiente Carlos Minc além de representantes das empresas signatárias e ONGs. "A assinatura desses pactos são muito importantes, pois muitas das empresas não sabem que em suas cadeias produtivas há a presença de trabalho escravo e extração de madeira ilegal, por exemplo" afirmou em discurso o presidente do Instituto Ethos, um dos idealizadores do projeto.
O pacto prevê a fiscalização de toda a escala produtiva dos signatários, por meio de um comitê formado por empresas e ONGs, garantindo ao consumidor final que determinados produtos não estão sendo produzidos em detrimento de prejuízos sociais e ambientais. Inicialmente os membros deste comitê são: Instituto Ethos, Instituto Akatu, Instituto sócio ambiental (ISA), Amigos da Terra - Amazônia Brasileira, Imaflora, Wall Mart, Grupo Pão de Açúcar, Associação Brasileira das Indústrias de Óleo Vegetal, Grupo Orsa.
O papel de São Paulo

O grande intuito dos pactos é dar ao consumidor final, que em sua maioria encontra-se dentro da maior cidade do país, maneiras de fazer sua parte pela Amazônia, isto é, não comprando produtos que tenham origem em áreas ilegais e prejuízos sociais.
Dentre outras questões, os documentos dizem respeito à obrigatoriedade da compra de produtos, sejam agrícolas, pecuários ou florestais, somente de fontes que não usem trabalho escravo ou sejam produzidos em regiões embargadas; a divulgação do pactos e a divulgação para novas adesões e a utilização de campanhas de comunicação para a publicização dos pactos para os consumidores.

Amazônia.org.br, 15/10/2008

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