O Globo, O País, p. 14
07 de Dez de 2007
Empresa suspende obra em usina invadida no Pará
Empreiteira aponta risco de vazamento de material tóxico
A empreiteira Camargo Corrêa informou ontem ter paralisado a construção de eclusas na usina hidrelétrica de Tucuruí, no Para. 0 canteiro foi invadido na quarta-feira por 300 militantes do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB). Essa foi a sétima invasão da área no ano. A ocupação continuava na noite de ontem, e a Eletronorte informou que pediria a reintegração de posse à Justiça.
Financiadas pelo governo federal, as obras integram o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e estão orçadas em R$ 620 milhões. A construtora acusa os invasores de terem queimado cinco equipamentos, entre eles um caminhão e um ônibus usado para transportar operários.
Em nota, a Camargo Corrêa informou que a ocupação colocaria em risco a saúde dos invasores, que ocuparam a central de concreto e estariam ameaçando destruir a fábrica de gelo, que possui um reservatório de amônia, material tóxico. "Caso provoquem o vazamento da amônia, podem causar grave acidente ambiental e colocar vidas em risco", diz o texto.
Os invasores reivindicam indenizações e cestas básicas para as famílias que tiveram que deixar a área. A construção das eclusas é executada pelo Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (Dnit), com participação da Eletronorte.
O Globo, 07/12/2007, O País, p. 14
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