GM, Rede Gazeta do Brasil, p.B15
21 de Out de 2004
Embrapa instala núcleo em Teresina
Pesquisa vai procurar meios para gerar rentabilidade para a atividade em estados do Norte e Nordeste. A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária Meio-Norte (Embrapa/Meio-Norte), com sede em Teresina (PI), vai instalar até o início de novembro um núcleo de pesquisa com o foco para a produtividade e a rentabilidade da agricultura familiar. O núcleo vai funcionar na Universidade Estadual do Maranhão (Uema) em São Luís. A iniciativa faz parte do Plano Diretor da Embrapa Meio-Norte 2004/2007, apresentado ontem em São Luís.
A Embrapa Meio- Norte já desenvolve trabalhos de pesquisas em 50 municípios maranhenses. A implantação de um núcleo em São Luís representa um embrião para a instalação de um futuro centro de pesquisa da empresa no Estado.
O núcleo vai entrar em funcionamento com pelo menos seis pesquisadores da Embrapa atualmente a unidade Meio-Norte só disponibiliza um na cidade e trabalhar em parceria com a Uema. A Embrapa pretende treinar técnicos do Estado atender conforme a demanda dos produtores maranhenses.
"Basicamente vamos trabalhar com pesquisas e transferências de tecnologia de culturas como o arroz, milho, feijão, mandioca e milho", adianta o técnico da Embrapa Meio-Norte, José de Ribamar Veloso, ressaltando que este trabalho vai ser mais voltado para o pequeno produtor. "Às vezes as técnicas de cultivo ou criação são simples, mas o pequeno produtor não as conhece", observa. Já as pesquisas com culturas como soja, algodão e milho vão ser mais voltadas para o médio e grande produtor, principalmente na região Sul do Estado - pólo agrícola de Balsas onde já existe um núcleo de pesquisa e desenvolvimento.
De acordo com o Plano Diretor, que é resultado de um trabalho desenvolvido nos últimos seis meses, a Embrapa Meio-Norte vai criar ainda no Maranhão um Consórcio Organizacional de Pesquisa e Desenvolvimento Difusão e Transferência de Tecnologia Agropecuária. O consórcio deve contar com a parceria, além da Embrapa e Uema, do Instituto do Agronegócio do Maranhão e das federações de agricultores e trabalhadores (Faema e Fetaema).
O Maranhão tem um potencial agrícola muito grande, mas a falta de pesquisas voltadas para as condições edafoclimáticas tem sido um empecilho para a agricultura, principalmente a familiar, segundo os especialistas. Um levantamento da Secretaria de Agricultura e Pecuária do Maranhão aponta a existência de 704 áreas de assentamentos no estado sem alternativas tecnológicas para o desenvolvimento do agronegócio.
A Região Meio-Norte do Brasil, é uma zona de transição entre o Nordeste semi-árido e a Amazônia super-úmida que caracteriza-se por sua diversidade de ecossistemas. Destacam-se os cerrados, o semi-árido, as restingas, os manguezais, a baixada maranhense e a pré-amazônia, além das áreas de confluência (denominadas ecótonos), geralmente de grande riqueza e de interesse biológico. Apesar do surgimento de tecnologias apropriadas geradas pela Embrapa desde a década de 70 na região, ainda não foi possível obter avanço.
GM, 21/10/2004, p. B15
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