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Embarcações beneficiam mais de 40 mil indígenas na Amazônia

Funasa - www.funasa.gov.br
22 de Set de 2008

Com a finalidade de otimizar as ações de saúde na região Amazônica e fortalecer o atendimentos nas aldeias indígenas no Amazonas e Acre, além de prestar apoio logístico às equipes multidisciplinares, o presidente da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), entregou nesta segunda-feira (22), duas embarcações que atenderão uma população estimada em mais de 40 mil indígenas nos dois Estados. O evento foi realizado no Píer do Tropical Hotel Manaus, na Ponta Negra, zona Oeste.

As embarcações entregues são do tipo lancha e servirão para fazer o transporte das equipes multidisciplinares que realizam o atendimento de saúde nas aldeias assistidas pelo Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei) do Alto Rio Solimões no Amazonas e Dsei Alto Rio Purus no Estado do Acre.

Os barcos possuem 12 e 14 metros de comprimento e ambos estão equipados com motor 140 Hp, gerador de luz 14kwa e bomba dágua, sonar (ecobatímetro) e rádio de comunicação VHS. Além disso, atendem a todos os requisitos de segurança e sobrevivência dispondo de bóias circulares rígidas, coletes salva-vidas e acomodação com colchões para viagem.

O investimento foi de aproximadamente R$ 800 mil com recursos capitaneados do Acordo de Empréstimo 7227/BRA firmado entre União, Banco Mundial (Bird) e Funasa como executora. A Funasa já investiu em 2008 mais de R$ 1 milhão na aquisição de viaturas para dar suporte às ações de saúde no Amazonas.

Na ocasião de entrega, presidente da Funasa, Danilo Forte, citou ações estratégicas do órgão no Estado, como o montante de mais de R$ 120 milhões do PAC/Funasa para serem investidos, principalmente, em água e esgoto, controle de endemias, melhorias sanitárias domiciliares e saneamento em áreas indígenas em diversos municípios amazonenses.

Outro destaque é o acompanhamento de 5.360 crianças assistidas pelo Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional Indígena (Sisvan) executado pela Funasa desde 2006 junto às comunidades indígenas do Amazonas. Danilo citou informações da Operação Vale do Javari e enfatizou que os dados do inquérito nutricional daquela região mostrou que apenas 3% das crianças indígenas do Vale estão abaixo do peso, contrariando estatísticas não oficiais de que a região sofre de casos de desnutrição aguda. "Estamos fortalecendo as ações resultantes da Operação Javari para, com isso, melhorar cada vez mais esses índices", disse. Danilo mencionou a parceria nos projetos com o Governo do Estado no PAC e as Forças Armadas que contribuíram na Operação Javari, que durou 64 dias e atendeu mais de 80% dos indígenas lá residentes.

O presidente da Funasa também anunciou para este ano, a revitalização das embarcações que fazem o atendimento de saúde nas comunidades de difícil acesso no Amazonas e de cinco das nove Casas de Apoio à Saúde do Índio (Casai) do Estado.

A deputada federal Vanessa Grazziotin (Pc do B), elogiou o papel da Funasa na luta pela melhoria da atenção à saúde indígena. "A complexidade da saúde brasileira nos faz pensar que devemos, enquanto instituições, melhorar cada vez mais o atendimento das populações indígenas", enfatizou, reconhecendo que nunca se fez tanto, como se está fazendo agora.

O diretor do Departamento de Administração (Deadm), Williames Pimentel, complementou que a instituição tem investido pesado na região e que as embarcações fazem parte de uma estratégia do órgão para a execução das ações de saúde nos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (Dseis). Ele elogiou a atuação do presidente Danilo Forte frente às iniciativas da Fundação no Estado.

Prestigiaram o ato de entrega autoridades locais como o secretário de Estado de Saúde, Agnaldo Gomes da Costa (representando o governador Eduardo Braga); deputada federal Vanessa Grazziotin (PC do B); secretário Municipal de Saúde, Jesus Pinheiro; representantes da Marinha, do Estado do Acre e do Ministério da Saúde do Equador; da Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab); chefe do Gabinete da Funasa/presidência, Pedro Paulo Coutinho; auditor-chefe da presidência, Marcos Tadeu; coordenador regional no Amazonas, Narciso Cardoso Barbosa; coordenador regional da Funasa em Goiás, Rui Gomide; chefes de Dsei, diretor do Deadm e diretor nacional do Projeto Vigisus II, Williames Pimentel e diretor do Departamento de Saúde Indígena (Desai), Wanderley Guenka; entre outros.

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