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Em Noronha, cobrança freia o crescimento

OESP, Vida, p. A18
16 de mar de 2006

Em Noronha, cobrança freia o crescimento

Instituída por lei estadual em 1995, a Taxa de Preservação Ambiental cobrada para turistas que vão a Fernando de Noronha é hoje responsável por 80% da arrecadação do arquipélago localizado a 545 quilômetros do Recife, no Atlântico.
"A taxa funciona como um freio no crescimento da ilha, um inibidor da presença de turistas", observa o administrador-geral de Noronha, Edrise Aires. A arrecadação é usada para coleta de lixo, infra-estrutura e pagamento de parte da folha salarial.
São cobrados R$ 32,12 por dia de estada na ilha. O valor reduz progressivamente caso a permanência vá de cinco a dez dias - neste caso, a taxa chega a R$ 26,18. Mas volta a aumentar se esse período for ultrapassado. Quem tem intenção de passar 30 dias, por exemplo, terá que desembolsar um total de R$ 2.562,80 (R$ 88,42 por dia). Mesmo com a taxa, no decorrer do ano passado Fernando de Noronha foi visitada por cerca de 90 mil turistas. O distrito abriga, em média, 1,5 mil turistas. Incluindo população nativa e prestadores de serviços, a população da ilha gira em torno de 4,5 mil pessoas.

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