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Em escola de índio, todo mundo gosta de matemática

Jornal do Brasil (Rio de Janeiro - RJ)
06 de dez de 1987

As escolas indígenas do projeto "Uma experiência de autoria", no Acre, não possuem paredes ou portas, os alunos estudam deitados no chão ou sentados em redes, comparecendo sem serem obrigados e demonstrando adorar matemática. O projeto conta com professores indígenas que promovem uma alfabetização bilíngue a seus alunos. Marcos Maia, responsável pelo Setor de Linguística do Museu do Índio, sobre essa questão, afirmou que as línguas indígenas do nordeste estão em processo de extinção, com exceção do Ia-té, falado por índios Fulni-ô de Pernambuco. Este projeto e outros, como o trabalho desenvolvido entre os índios Javaé, nesse sentido, tornam-se, segundo Maia, fundamentais para a manutenção das línguas indígenas. Projetos desenvolvidos com os índios Kaxinawá e Puyanawa e o trabalho realizado pelas missões religiosas também são mencionados pela reportagem.

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