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Em Anajás (PA), existem 20 leitos para 3 mil pacientes

OESP, Vida, p. A36
18 de Mar de 2006

Em Anajás (PA), existem 20 leitos para 3 mil pacientes

Carlos Mendes
ESPECIAL PARA O ESTADO
BELÉM

Em Anajás, no arquipélago do Marajó, norte do Pará, a epidemia de malária - que já atinge mais de 15% dos 20 mil moradores - parece não sensibilizar as autoridades do Estado. Os doentes da zona rural já nem se atrevem a buscar socorro. Para 3 mil atingidos pela doença, há 20 leitos no único hospital da cidade.

O governo paraense culpa o governo federal pelo atraso no repasse de medicamentos. O Ministério da Saúde diz que a distribuição é feita regularmente. A falta de saneamento básico e higiene contribuem para a proliferação do mosquito anópheles, transmissor da doença.

Quem morre é enterrado na beira do rio. Mal dá tempo de chegar ao cemitério municipal. "O pessoal que morre de malária por aqui nem aparece nas estatísticas. Só dizem que a pessoa morreu de morte morrida e não de morte matada", brinca o pescador Osvaldino Ferreira.

Segundo a Secretaria de Saúde de Anajás, em janeiro deste ano foram registrados 1.089 casos; em fevereiro, 1.155; e, em março, apenas nos primeiros dez dias, 520. A médica Yara Rodrigues adverte que, se os doentes não forem tratados adequadamente, continuam a ser agentes transmissores da malária.

OESP, Vida, 18/03/2006, p. A36

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