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15 de Jul de 2010
A exploração de madeira ilegal foi reduzida pelo menos em 54% na Amazônia brasileira nos últimos dez anos. No mundo, a diminuição foi de 22% desde 2002, considerando a queda no Brasil e outros países. Apesar disso, o comércio clandestino continua a ser uma ameaça às florestas tropicais do planeta. É o que indica o estudo "Exploração Madeireira Ilegal e Comércio Associado", divulgado nesta quinta-feira (15) pela Chatham House, organização de pesquisa sediada em Londres.
Segundo o levantamento, a exploração de madeira ilegal na Amazônia no Brasil pode ter sido reduzida em até 75% nos últimos dez anos. Em Camarões, a queda no desmatamento clandestino foi de 50% e, na Indonésia, de 75%.
Cálculo feito pelos autores da pesquisa também indica que o fim do desmatamento no Brasil, Indonésia e Camarões evitaria o lançamento de cerca de 14,6 milhões de toneladas de gás carbônico na atmosfera.
Apesar disso, a extração ilegal de madeira ainda representa de 35% a 72% da exploração total na Amazônia, de 22% a 35% em Camarões e de 40% a 61% na Indonésia, segundo o estudo.
Além de Brasil, Indonésia e Camarões, o relatório da Chatham House analisou o mercado de madeira na Malásia e em Gana, considerados países produtores no setor, onde a extração ilegal de madeira ainda representa de 14% a 25% e de 59% a 65% do mercado, respectivamente. China e Vietnã também foram avaliados.
A pesquisa ainda analisou a entrada da mercadoria nos Estados Unidos, Japão, Reino Unido, França e Holanda. De acordo com a pesquisa, empresas destes cinco países compraram 17 milhões de metros cúbicos de madeira ilegal em 2008. A maior parte da matéria-prima foi processada antes de cruzar as fronteiras, segundo o estudo. São carregamentos de madeira clandestina que entram nos países em forma de mobília, por exemplo.
Por conta de movimentações desse gênero, diz a pesquisa, a exploração de madeira ilegal continua a representar um grande problema para a preservação de florestas no mundo. Apesar da redução do desmatamento no Brasil, Camarões e Indonésia, a pesquisa ressalta que é preciso atentar para outras formas de fraude, mais difíceis de detectar. É o caso da concessão de licenças de exploração que são usadas fora da área permitida, por exemplo.O estudo indica que, no mundo todo, mais de 100 milhões de metros cúbicos de madeira ainda são cortados ilegalmente todos os anos.
A pesquisa cita importantes iniciativas mundiais para combater a exploração de madeira ilegal. Uma delas é criação de legislação específica nos Estados Unidos, em 2008, para tornar ilegal o comércio de madeira com origem em desmatamento clandestino. No início deste mês, a União Europeia aprovou medida semelhante, que deverá começar a valer a partir de 2012 para todos os seus países-membro.
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