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Eletrosul estuda linhas de Belo Monte

Valor Econômico, Empresas, p. B3
09 de Dez de 2013

Eletrosul estuda linhas de Belo Monte
Estatal diz estar preparada para leilão de sistema de transmissão se receber orientação da Eletrobras

Rodrigo Polito
Do Rio

A Eletrosul, braço de operações da Eletrobras na região Sul, se prepara para participar do leilão do sistema de transmissão que fará o escoamento da energia da hidrelétrica de Belo Monte, no rio Xingu (PA), para o Sudeste. O presidente da empresa, Eurides Mescolotto, afirmou ao Valor PRO, serviço de informações em tempo real do Valor, que a companhia está preparada para disputar o leilão, mas a decisão final será da holding.

"Nos colocamos a disposição para disputar [as linhas de transmissão de] Belo Monte. Claro que estamos sempre sob orientação da holding [Eletrobras]", disse o executivo. "Estamos bem preparados se formos chamados para participar desse grande leilão de transmissão", completou.

O leilão do sistema de transmissão de Belo Monte está previsto para o início de 2014. De acordo com estudos da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), a principal linha do sistema terá 2.140 quilômetros de extensão, ligando a hidrelétrica a uma subestação em Minas Gerais, e investimentos de R$ 4 bilhões. A linha terá capacidade para escoar 4 mil megawatts (MW) em 800 quilovolts (kV) - nível de tensão inédito para o sistema brasileiro.

Ainda na área de transmissão, Mescolotto contou que o segundo circuito da linha de transmissão Porto Velho (RO) - Araraquara (SP) - o "linhão" do Madeira, que fará o escoamento da energia do complexo hidrelétrico, de quase 7 mil megawatts (MW), para o Sudeste - está previsto para entrar em operação no segundo semestre de 2014.

A estatal possui 24,5% do empreendimento, por meio do consórcio Norte Brasil Transmissora de Energia. Os demais sócios são a coligada Eletronorte (24,5%) e a espanhola Abengoa (51%). Segundo ele, o investimento na obra é de cerca de R$ 2 bilhões.

O primeiro circuito do "linhão", de mais de 2 mil quilômetros de extensão, já está em operação. O empreendimento pertence ao consórcio IE Madeira, formado por Cteep (51%), Chesf (24,5%) e Furnas (24,5%).

Mescolotto também afirmou que a companhia não deverá participar do próximo leilão de energia "A-5" (com início de fornecimento em 2018), marcado para sexta-feira, por não ter definido a estrutura financeira de seus projetos. "Não vamos participar desse leilão A-5 por uma questão de estruturação de projetos. Apesar de termos colocado projetos [no leilão], não vamos 'bidar'", explicou.

A Eletrosul foi uma das principais vencedoras do leilão A-3 (que negociou contratos com início de fornecimento em 2016), em agosto deste ano. A empresa vendeu energia de 15 projetos eólicos, que somam 212,5 MW de capacidade instalada, e investimentos previstos de R$ 1,1 bilhão. Somando aos 570 MW de capacidade de projetos eólicos em operação e em construção, a Eletrosul tem R$ 3,5 bilhões de investimentos no setor.

"Realmente estamos descobrindo a nossa vocação nessa área de energia eólica", disse o presidente da estatal.

Com relação aos 15 parques negociados no leilão de agosto, o executivo disse que é possível a companhia buscar sócios para desenvolver os projetos, mas que até o momento a empresa permanece como única investidora.

Valor Econômico, 09/12/2013, Empresas, p. B3

http://www.valor.com.br/empresas/3365938/eletrosul-estuda-linhas-de-bel…

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