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EDP, CTG e Furnas antecipam obra de hidrelétrica

Valor Econômico, Empresas, p. B3
06 de dez de 2017

EDP, CTG e Furnas antecipam obra de hidrelétrica

Camila Maia

A primeira máquina da usina hidrelétrica de São Manoel, que terá 700 megawatts (MW) de potência, entrou em operação em testes na noite da última segunda-feira, com seis meses de antecipação em relação ao prazo determinado no leilão em que o projeto foi licitado, marcando o terceiro projeto da EDP Energias do Brasil a começar a operar antes do previsto pelo contrato.
A usina hidrelétrica fica no rio Teles Pires, na divisa entre Mato Grosso e Pará, e pertence a um consórcio formado pela EDP, Furnas e China Three Gorges (CTG), cada uma com um terço do projeto. A primeira máquina tem 175 MW de potência.
"Continuamos trabalhando com um cronograma de antecipação das outras três máquinas, com previsão de início de operação em janeiro, fevereiro e março", disse Luiz Otavio Assis Henriques, vice-presidente de Geração e Comercialização da EDP Energias do Brasil e também presidente da Empresa de Energia São Manoel (EESM), concessionária da usina. O prazo de início de vigência dos contratos da usina é em maio.
Antes de São Manoel, a EDP também conseguiu entregar com antecipação as hidrelétricas Cachoeira Caldeirão, no rio Araguari, no Amapá, e Santo Antonio do Jari, no rio Jari, entre Pará e Amapá.
"Existe um êxito em nosso modelo de construção", disse Henriques, se referindo às antecipações dos projetos. A expectativa da companhia é que a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) autorize a operação comercial da usina nas próximas semanas.
O andamento da obra sofreu um contratempo quando foi necessária a troca da construtora responsável pelo projeto, no fim de 2016, quando as obras físicas já tinham avanço próximo de 90%. A Constran, do grupo UTC, vinha enfrentando problemas no empreendimento e foi substituída pela paranaense Cesbe, que também foi a construtora das hidrelétricas Cachoeira Caldeirão e Santo Antonio do Jari.
"Mesmo com o problema com a UTC conseguimos fazer a antecipação, recuperamos o tempo perdido. Foi uma substituição muito bem feita", disse Henriques.
Até o contrato da hidrelétrica com as distribuidoras começar a valer, em maio, a energia pode ser vendida no mercado livre, em contratos de curto prazo ou liquidada na cotação à vista, o preço de liquidação das diferenças (PLD), fixado em R$ 220,16 por megawatt-hora (MWh) para essa semana, depois de ter se mantido no teto fixado de R$ 533/MWh até o mês passado.
"Nossa estratégia para venda da energia vai depender da volatilidade dos preços de mercado livre, que têm oscilado muito", disse Henriques. Por isso, a EDP ainda não tem estimativas de quanto vai entrar em caixa com a venda dessa energia.
No caso da EDP, a exposição ao risco hidrológico (medido pelo fator GSF, na sigla em inglês) já foi mitigada com operações para compra de energia no mercado livre e postergação de contratos com distribuidoras. Segundo Henriques, porém, os outros sócios no projeto - Furnas e CTG - podem utilizar a energia antecipada para mitigar o risco hidrológico, proporcionalmente às suas fatias.
Aproveitando o plano de desinvestimentos da Eletrobras, a EDP Energias do Brasil segue com interesse em comprar a fatia de Furnas no projeto. "Já dissemos isso no passado, continuamos com interesse real em comprar a participação", afirmou Henriques.

Valor Econômico, 06/12/2017, Empresas, p. B3

http://www.valor.com.br/empresas/5219109/edp-ctg-e-furnas-antecipam-obr…

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