O Globo, Especial, p. 3
15 de Jun de 2012
Economia verde como receita contra a pobreza
Segundo ONU, setor tem potencial para tirar da miséria 1,3 bilhão de pessoas
Roberta Jansen
roberta.jansen@oglobo.com.br
A transição para uma economia verde poderia tirar da pobreza extrema até 1,3 bilhão de pessoas que hoje vivem com apenas US$ 1,25 por dia em todo o mundo, segundo relatório divulgado ontem, na Rio+20, pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma).
De acordo com o documento, iniciativas já em curso em alguns países pobres e em desenvolvimento, sobretudo no que diz respeito a práticas agrícolas e geração de energia, provam que é possível fazer a transição em uma escala maior, mesmo se não houver um financiamento substancial por parte das nações desenvolvidas em crise, um ponto que ganha cada dia mais importância nas discussões da Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável no Riocentro.
A definição de economia verde é um dos principais temas em debate na Rio+20 e será decisivano estabelecimento de metas para alcançar um modelo econômico mais sustentável.
Nikhil Seth, diretor do Departamento de Desenvolvimento Sustentável, Assuntos Econômicos e Sociais da ONU, afirmou ontem que a definição do que seja, afinal, economia verde é tanto um avanço como um dos pontos mais difíceis de consenso da reunião. Para ele, o simples fato do conceito estar sendo discutido por diplomatas - algo que nunca havia acontecido nos debates anteriores - pode ser considerado um progresso.
Por sua vez, o fato de cada país do planeta possuir uma interpretação própria do que seja economia verde torna uma ideia consensual um dos maiores desafios para os negociadores na Rio+20.
- O conceito de economia verde e a erradicação da pobreza são temas que estão sendo discutidos pela primeira vez na ONU e isso é um avanço. Mas o fato de que cada país possui sua própria interpretação sobre o que seja, afinal, economia verde é um claro desafio na busca de um consenso - disse Seth.
O Globo, 15/06/2012, Especial, p. 3
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