CB, Economia, p. 15
10 de Jan de 2009
Economia com usinas térmicas desligadas
Karla Mendes
Da equipe do Correio
O Brasil deixará de gastar US$ 600 milhões com a redução da importação de gás da Bolívia. A economia é resultante da queda do volume de gás fornecido pelo país vizinho, de 30 milhões de metros cúbicos por dia para 19 milhões até abril, segundo o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão. A medida foi tomada porque, com as fortes chuvas dos últimos meses, os reservatórios das hidrelétricas estão mais cheios, possibilitando o desligamento das termelétricas movidas a gás.
"Todas serão desligadas pelo período que for necessário. A previsão é de economia bastante elevada no fim do ano. Reduzimos a importação de gás boliviano porque não terá uso nas termelétricas", afirmou o ministro. "Todos os reservatórios estão suficientemente abastecidos. Para o consumidor é uma boa notícia, pois não faltará energia no Brasil. Nem agora nem no futuro. Por outro lado, a energia gerada pelas hidrelétricas é segura e não poluente", ressaltou Edison Lobão. Segundo o ministro, o desligamento das termelétricas pode provocar a redução de preços nas tarifas de energia, na revisão tarifária que será feita no fim do ano.
Com o desligamento das termelétricas, deixarão de ser gerados 8 mil megawatts (MW). Ficarão ligadas apenas as térmicas Norte-Fluminense 1 e 2 (400 MW ao todo), que têm custo de geração mais barato, e as usinas nucleares Angra 1 e 2. "Se não precisamos do gás e a redução de fornecimento está em contrato, não podemos prejudicar o país com aquilo que não usamos", reforçou.
CB, 10/01/2009, Economia, p. 15
As notícias aqui publicadas são pesquisadas diariamente em diferentes fontes e transcritas tal qual apresentadas em seu canal de origem. O Instituto Socioambiental não se responsabiliza pelas opiniões ou erros publicados nestes textos. Caso você encontre alguma inconsistência nas notícias, por favor, entre em contato diretamente com a fonte.