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Documentos antigos confirmam direito à terra

O Povo-Fortaleza-CE
04 de mar de 2002

Os pitaguarys são descendentes dos potiguaras, índios que viviam próximo ao litoral, do Ceará ao Rio Grande do Norte. Eles receberam o nome da região onde foram habitar. A memória de que os pitaguarys têm direito àquela terra é resguardada por uma grande placa fixada em frente à casa do cacique Daniel. Os escritos informam que, em 20 de abril de 1722, o capitão-mor Manoel Francês outorgava duas sesmarias de terras aos ''pitaguaras''.

Em setembro de 1854, o cacique Marcos de Sousa Caaíba Arco-Verde Camarão registra as terras em cartório. Consta no livro de registro de terras da freguesia de São Sebastião de Maranguape um significativo de lotes em nome dos índios.

A oficial legalidade das terras pitaguarys não impediu que eles fossem perseguidos pelos dos grandes proprietários de terras. O governo da província chegou a afirmar que os aldeamentos indígenas estavam extintos no Ceará por volta de 1860. O discurso era que havia mestiços, não mais índios no Estado.

Em 1870, há denúncias de terras indígenas usurpadas por latifundiários. Os pitaguarys saíram da cena pública como forma de resistência e ''desapareceram'' por muitos anos.

O Brasil adotou ações de integração dos índios com a sociedade nacional. O governo também estabeleceu políticas que favorecem a migração das populações rurais. A partir do ano de 1982, os índios cearenses iniciaram movimentos de organização e reocupação de seu espaço na sociedade. Os pitaguarys se integraram a esse movimento.

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