Folha de Boa Vista-Boa Vista-RR
09 de Mai de 2005
O Governo Federal ainda teme uma reação dos militares contrária a homologação em terra contínua da reserva Raposa/Serra do Sol, pelo fato da homologação dos 1.747 milhão de hectares numa faixa despovoada, atentar contra a soberania nacional.
Um relatório feito pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin) chegou a prever uma reação militar e alertou o governo. O documento leva o título de Relatório de Situação, e foi produzido em março deste ano, pelo coronel Gelio Augusto Barbosa Fregapani, chefe do Grupo de Trabalho da Amazônia (GTAM). Na Abin, em Brasília, o documento chegou ao chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Jorge Félix, com a tarja de secreto.
O relatório coloca o conflito sob a visão militar e aborda que, da forma que seria feita - retirando comunidades e produtores de arroz - a homologação cria um vazio demográfico, atenta contra a soberania e esconde a cobiça pelas mais ricas jazidas de minério do planeta.
Para ter dados substanciais, o coronel andou pela região, tomou depoimentos e conheceu em detalhes a realidade da Raposa/Serra do Sol. Hoje a região é guarnecida por 60 homens do Pelotão Especial de Fronteira.
O relatório também faz referência à falta de ação articulada entre os órgãos públicos e questiona a atuação da Fundação Nacional do Índio (Funai), que estaria agindo em conjunto com as ONG's internacionais.
Segundo o coronel, as ONG's estrangeiras chegaram a bancar financeiramente o trabalho de demarcação de áreas indígenas em território brasileiro.
O Norte guarda o maior veio de ouro do mundo, uma grande jazida de diamantes e uma riqueza ainda incalculável em minerais estratégicos, de uso nuclear e importantes para a indústria espacial, bélica e de informática, mostrando que o Governo Federal tinha amplo conhecimento do que estava fazendo no momento em que demarcou a reserva indígena.
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