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Documentário indígena Corumbiara abre 4ª Mostra Cinema de Direitos Humanos em Maceió

Primeira Edição - http://www.primeiraedicao.com.br/?pag=maceio&cod=7155
27 de out de 2009

Filmes estão sendo exibidos no cine Sesi Pajuçara até o dia 1 de novembro, com entrada gratuita; iniciativa conta com o apoio da Secretaria de Estado da Mulher, da Cidadania e dos Direitos Humanos

O premiado documentário de 117 minutos que denuncia um massacre de índios na gleba Corumbiara, em Rondônia, e mostra o que restou de sobreviventes, abriu na noite desta segunda-feira (26), em Maceió, a 4ª Mostra Cinema de Direitos Humanos na América do Sul, que acontece no cine Sesi Pajuçara até o dia 1 de novembro.

As imagens de Corumbiara, feitas pelo diretor e roteirista italiano Vincent Carelli, que esteve na abertura da Mostra em Maceió, demonstraram em duas décadas a realidade indígena e seus problemas, como os visíveis sinais da tentativa de se apagar as evidências que denunciam a existência de índios na Amazônia, num processo de selvagem apropriação da terra.

Um público bem diferenciado, entre autoridades, artistas, pesquisadores, historiadores e admiradores de filmes contemporâneos estiveram na abertura da Mostra. "Para nós que vivemos esse enfrentamento das questões que ferem os direitos humanos sabemos da importância de uma Mostra de cinema como essa vir para Maceió. Com essa iniciativa, as pessoas terão a oportunidade de discutir vários temas. É um processo de inclusão, porque a arte tem sempre a facilidade de entrar no sentimento das pessoas", colocou a secretária de Estado da Mulher, da Cidadania e dos Direitos Humanos, Wedna Miranda, durante a abertura da sessão.

Segundo Vincent Carelli, a idéia do documentário surgiu quando o indigenista Marcelo Santos, da Funai, pediu para ele registrar os vestígios do massacre na fazenda Yvypitã, em 1986. "Foi lá que comecei a fazer as imagens que levei 20 anos para terminar", lembra Carelli, vencedor do festival de Gramado.

Mesmo em língua portuguesa, o documentário Corumbiara apresentou legenda, assim como será toda a programação da Mostra. Os 39 filmes que serão exibidos também podem ser vistos por pessoas com deficiências visual e auditiva. Alguns deles serão transmitidos através do áudio-descrição, dando oportunidade até a quem enxerga querer utilizar um tapa-olho para obter a experiência de sentir-se como os que não podem enxergar.

Ao lembrar que um dos critérios para o cinema receber a Mostra é estar adaptado a receber em seu público pessoas com deficiência, o secretário adjunto da Secretaria Especial de Direitos Humanos, Rogério Sotelli, que prestigiou a abertura da Mostra em Maceió, explicou que a reforma do cine Pajuçara prejudicou a acessibilidade, mas garantiu que no próximo ano será dada essa prioridade.

"A Mostra cresceu e hoje está em 16 capitais brasileiras. Se continuarmos contando com o patrocínio da Petrobras, no próximo ano, as 27 capitais poderão receber os filmes", garantiu Sotelli.

Programação - Nesta terça-feira serão exibidas três sessões. A primeira serão três curtas a partir das 15 horas, com o filme Mokoi Tekoá Petei Jequatá - Duas Aldeias uma Caminhada; De Volta à Terra Boa e Priara Jô, Depois do Ovo, a Guerra. Às 17 horas, será a vez do filme À margem do Lixo e finalizando às 19 horas, com o longa para maiores de 18 anos Não Conte a Ninguém, de 120 minutos, que traz a autodescrição para o público com deficiência visual.

por Divulgação

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