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Divergências sobre origem

O Povo-Fortaleza-CE
Autor: Debora Dias
06 de mar de 2002

As origens do grupo Jenipapo-Kanindé dividem pesquisadores. Segundo a Coordenadora da Associação Missão Tremembé, Maria Amélia Leite, esta é uma ''briga homérica'' entre os estudiosos. Os estudos oficiais ainda não foram publicados, mas sabe-se que os Jenipapos e os Kanindés eram duas etnias distintas que se uniram para sobreviverem.

Segundo o historiador e professor do curso de História da Universidade Federal do Ceará (UFC), Francisco Pinheiro, há fortes indícios de que os Jenipapo-Kanindé são Paiacus aldeados na antiga aldeia de Pacajus. O grupo estaria na região desde o século XVII.

Maria Amélia não acredita nesta versão. Para ela, os Jenipapos, os Kanindés e os Paiacu fazem parte do mesmo tronco lingüístico, o Tarairiú. ''A própria palavra Pacajus vem de Paiacu'', informa a coordenadora. De acordo com ela, tanto os Jenipapos, quanto os Kanindés e os Paiacus se originam de um grupo extinto chamado Jandoim. Apesar disso, há características próprias de cada um.

Segundo Maria Amélia, os Kanindés vieram do Rio Grande do Norte, em 1731, foram aldeados na região do Choró e se espalharam. ''Os índios do Ceará têm uma história de migração'', diz. As secas periódicas, as invasões e expulsões dos índios por posseiros e latifundiários são os principais motivos para essas migrações.

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