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Distritos Sanitários avaliam ações de controle da tuberculose entre índios

Brasil Norte-Boa Vista-RR
22 de Mai de 2003

As ações de controle da tuberculose nas áreas indígenas foram discutidas e avaliadas ontem, durante reunião no auditório da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), com a participação de representantes da Secretaria Estadual de Saúde (Sesau), Distrito Sanitário Leste , Distrito Sanitário Yanomami e Organizações Não-Governamentais.
Durante o encontro, as entidades representadas avaliaram a atuação do programa, que desde novembro de 2001 trata dos casos de tuberculose nas próprias aldeias, sem a necessidade do paciente sair do convívio com a família para o tratamento na cidade.

Inicialmente, segundo esclareceu o coordenador do Programa Estadual de Controle da Tuberculose, Alfeu José Dal Ri, o número de casos aumenta porque são descobertos novos casos, antes não conhecidos. Mesmo assim, Dal Ri acredita que a diminuição dos casos deve ocorrer nos próximos anos, conforme o trabalho desenvolvido. No Distrito Sanitário Yanomami, segundo a chefe do DSY, Fátima do Nascimento, logo que as atividades iniciaram em 2001 foram detectados 46 casos, mas com o tratamento, que dura seis meses por cada pessoa, através de medicamentos e acompanhamento das equipes de saúde do DSY, atualmente existem na parte roraimense do Distrito, apenas cinco casos. "Esse programa está surtindo efeito e acredito que a tendência agora é diminuir", afirmou. Os medicamentos são enviados para os Distritos, através do Programa Estadual de Controle da Tuberculose, segundo informou Fátima.

Distritos
No Distrito Sanitário Leste, em 2002 foram detectados 16 casos de tuberculose, sendo que um deles abandonou o tratamento. Segundo o chefe do DSL, Hélder Almeida, o trabalho feito junto às comunidades, serve para que se tenham informações sobre a tuberculose entre os índios, dados que antes eram praticamente desconhecidos. "Não se tinha um dado real e agora esse serviço é feito in loco", disse.

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