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Diocese convoca mutirão para ajudar indígenas na reconstrução de aldeias

CIR-Boa Vista-RR
15 de Dez de 2004

A Diocese de Roraima fez convite a todas as comunidades católicas para um mutirão no dia 18 de dezembro, para ajudar os indígenas na reconstrução das aldeias Jawari, Homologação, Brilho do Sol e os retiros Insikiran (São José) e Taytay, destruídas no ataque de arrozeiros e índios contrários à homologação de Raposa Serra do Sol, ocorrido no dia 23 de novembro. Através da imprensa local, o presidente da Soudiur, Silvestre Leocádio, disse que não aceitará o mutirão e que "a situação vai ficar pior do que a outra vez".

Durante todo o dia de hoje, lideranças políticas e índios contrários à homologação ocuparam microfones das rádios locais chamando a sociedade para reagir com violência a intenção da Diocese de ajudar na reconstrução das aldeias. Ofensas pessoais foram dirigidas aos missionários e à advogada do Conselho Indígena de Roraima, Joênia Batista de Carvalho Wapichana.

O convite para o mutirão foi feito através de "carta aberta" que circulou nas missas no último final de semana. A carta diz: "viemos solicitar novamente a ajuda em mais uma ação de mobilização. Desta vez queremos fazer um grande mutirão de caridade, convocando todos para unir forças na construção das casas das famílias que foram destruídas".

Através de campanha de arrecadação feita na mesma semana do ataque às aldeias, a Diocese angariou roupas, alimentos e redes que já foram doados às 131 famílias que ficaram desabrigadas. Comunidades indígenas de todas as regiões do estado também estão mobilizadas na retirada de madeira e palha para reconstruir as aldeias.

A Diocese vai solicitar apoio da Polícia Federal para garantir a segurança dos agentes de Pastoral que se deslocarão até a região de Jawari, às cinco horas da manhã deste sábado. Líderes populares e sindicalistas se organizam para também participar do mutirão.

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