O Globo, Economia, p. 32
Autor: OLIVEIRA, Flávia
04 de Jul de 2013
Dinheiro pesou na decisão de desligar 34 térmicas
Usinas representavam um terço da energia gerada e dois terços do custo. Se parar de chover, parque será religado
A economia de dinheiro foi o fator que mais pesou na decisão do governo de desligar 34 termelétricas a diesel e óleo combustível do sistema interligado. Os 3.900 MW que elas geravam equivalem a um terço da energia fornecida, mas respondem por dois terços (R$ 1,4 bilhão) do custo das térmicas. São recursos que pesariam nas contas públicas, via subsídio, ou no bolso dos consumidores (e na inflação), via aumento de tarifas. Como choveu fora de hora em reservatórios de hidrelétricas das regiões Sudeste/ Centro-Oeste e Nordeste, o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico decidiu desligar as térmicas em que o custo variável de energia é superior a R$ 500 por MWh. "As usinas serão desligadas, mas a hidrologia continuará sendo monitorada, de modo a garantir os níveis de segurança para 2014. Se a situação piorar, elas podem ser religadas. Se melhorar, outras térmicas serão desligadas", disse à coluna Hermes Chipp, diretorgeral do ONS. Sem as 34 usinas, o parque térmico passará a responder por cerca de 15% da demanda do país. Os reservatórios de SE/CO estão com 63,7% de armazenamento; os do NE, com 46,5%. Um ano atrás, tinham 72,5% e 66,3%, respectivamente.
47% DE MARGEM DE SEGURANÇA
É o nível-meta dos reservatórios de SE/CO em novembro, para suprir a demanda em 2014. Em 2012, chegou a 32%, o que exigiu geração de térmicas. No NE, meta é 35%. Ficou em 34% em 2012.
O Globo, 04/07/2013, Economia, p. 32
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