O Globo, Rio, p. 15
20 de Mar de 2013
Dilma volta a cobrar ações drásticas contra ocupações
Presidente diz que construção de casas em áreas de risco deve ser impedida
DIEGO BARRETO
diego.barreto@oglobo.com.br
FERNANDO EICHENBERG
eichenberg@oglobo.com.br
ROMA E PETRÓPOLIS - A presidente Dilma Rousseff voltou a cobrar na terça-feira, em Roma, ações mais "drásticas" para evitar tragédias como a que aconteceu em Petrópolis. Ela criticou as construções em áreas de risco.
- Não pode deixar construir. É uma situação muito preocupante, porque as pessoas não saem. Quando for dito que é uma questão de emergência, as pessoas têm de sair. Têm de ter essa consciência - disse Dilma, após assistir à missa inaugural do Papa Francisco.
Em Petrópolis, o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, informou que o governo federal deve liberar recursos emergenciais para recuperar a cidade. O ministro aguarda um balanço, que será feito pela prefeitura, determinando quanto será preciso para ser usado, neste primeiro momento, em ações de recuperação da infraestrutura e também no atendimento a famílias desabrigadas. Dentro de 15 dias, Petrópolis encaminhará a Brasília um estudo detalhado sobre as obras de recuperação necessárias, incluindo contenção de encostas.
- O problema da ocupação de áreas de risco é sério - disse Bezerra. - Temos nas regiões Sul e Sudeste 800 mil pessoas vivendo nessas áreas. Isso não será resolvido em um governo. Temos que ter um programa permanente para reduzir esse passivo formado em duas décadas.
Para ele, a prevenção de tragédias também passa por uma mudança cultural:
- Muitas vidas foram salvas, mas muitos não querem sair de casa com os alertas da Defesa Civil.
O Globo, 20/03/2013, Rio, p. 15
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