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Dificuldades são relatadas

A Crítica-Manaus-AM
14 de mar de 2002

A índia Waldinei Souza Freire, 34, é mãe de um casal de filhos e ficou feliz em saber que poderá receber os valores referentes a quatro meses do benefício da licença-maternidade do dois. Ela já tem planos para gastar tanto dinheiro: comprar um fogão e roupa para as crianças. Waldinei disse que sabia do direito à licença, mas não tinha recursos para ir em Manaus reivindicá-la. "Foi muito bom eles chegarem aqui", afirmou.
Histórias como a de Waldinei repetem-se dezenas de vezes na aldeia Maria Oliveira da Silva, 65, procurava informações para inscrever a filha dela no INSS para receber o benefício da licença-maternidade. "É bom ter um dinheiro para comprar as coisas", disse ela, explicando que na aldeia os índios têm dificuldades pela falta de fontes de renda. "Nós vivemos da agricultura, mas plantamos para comer e temos que comprar coisas como café, açúcar e roupa", justificou.
Iranildes Guimarães é mãe de dois filhos, Adna e Josafá, ela com dois anos de idade e ele com três meses. A condição para receber o benefício é que as crianças tenham até cinco anos. "Fiquei feliz porque vou poder comprar coisas para montar um comércio", disse ela, que planta mandioca para subsistência, mas quer melhorar de vida. A exemplo dos demais índios, Iranildes não escondia a alegria em fazer a inscrição e esperar os 40 dias para a liberação do dinheiro que será pago na agência dos Correios de Autazes.

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