Brasil Norte-Boa Vista-RR
03 de Jun de 2003
O Governador Flamarion Portela observou com naturalidade o pedido de urgência na definição de áreas indígenas em Roraima, mas ressaltou que o presidente Lula, conforme prometeu, somente tomará qualquer decisão quanto a homologação da Raposa/Serra do Sol, após uma ampla discussão com as partes envolvidas, sem postura unilateral ou esquecendo-se da importância da liberdade de expressão de todos na busca de soluções viáveis para a sociedade. "Não queremos ser dono da verdade, nem somos contra as demarcações, só não aceitamos pressões".
"Não admitiremos que Roraima seja tratado de forma irresponsável. Temos plena consciência da importância dos povos indígenas, mas não podemos ficar parados frente a uma demarcação, que se não for racionalmente administrada, inviabilizará economicamente o Estado, tornando-o fadado ao fracasso. Nosso povo ficará sem perspectivas de desenvolvimento, de produzir riquezas e viver com dignidade", complementou Flamarion Portela, reafirmando acreditar que Márcio Thomaz Bastos virá com 'uma folha de papel em branco', sem convicção firmada.
Diálogo
"O ministro da Justiça vai ouvir as opiniões mais divergentes, os favoráveis e os contrários ao atual modelo de demarcações de terras indígenas. Enfim, toda sociedade roraimense terá vez e voz num amplo diálogo, externando o que pensa e como vê o progresso do Estado. Deve-se pôr fim a essa ânsia expansionista de reservas, pois gera insegurança em torno delas, assusta produtores locais e empresários interessados em investir aqui. A nossa vontade é ver reinar a prosperidade em Roraima e nossas famílias viverem cada vez melhor", salientou o governador.
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