Hoje em Dia-Belo Horizonte-MG
20 de Abr de 2002
Sessenta índios das oito tribos de Minas Gerais participaram ontem, no Centro da cidade, da comemoração do seu dia. Eles dançaram em frente ao Edifício Acaiaca, no manifesto Acaiaca Força-União. As duas faces indígenas que emolduram esse prédio receberam máscaras de papel-marchê e plástico, com expressão de dor e sofrimento, lembrando a população dos 502 anos de massacres contra esse povo.
De acordo com o Conselho Indigenista Missionário (Cimi), Minas Gerais conta hoje com 10,5 mil índios. "Todo dia é dia de índio. Queremos respeito ao nosso povo e à nossa cultura. O branco deveria ter o índio como amigo", disse Raimundo Xacriabá, liderança da tribo Xacriabá, localizada no Norte de Minas.
De acordo com o coordenador do Cimi, Luciano Marcos da Silva, a luta dos índios hoje é pela demarcação de suas terras; pela formulação de políticas públicas voltadas para as comunidades, mas com respeito aos índios, e a aprovação do novo estatuto dos povos indígenas, que está no congresso desde 1991.
"A idéia do manifesto é mostrar que apesar de 502 anos de massacre, os índios sobreviveram. Isso, devido à resistência cultural. A questão da cultura é base fundamental para a identidade de um povo. Quem não conhece o passado não pode apontar o futuro", destacou o vereador Arnaldo Godoy, um dos promotores do evento.
Participaram do evento as tribos Pataxó (Vale do Aço); Xacriabá (Norte de Minas); Maxacali (Vale do Mucuri); Krenac (Vale Rio Doce); Xukuru-Cariri (Sul de Minas); Aranã (Vale do Jequitinhonha); Pankararu (Vale do Jequitinhonha); Kaxixó (Centro). As máscaras, colocadas pelo Corpo de Bombeiros, vão permanecer no local até amanhã.
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