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Dez milhões para os índios

A Crítica
Autor: Antonio Ximenes
30 de Mai de 2008

O Ministério da Saúde vai aumentar em R$ 10 milhões o repasse para os municípios do Amazonas que dão assistência à saúde indígena, saindo dos atuais R$ 25 milhões para R$ 35 milhões.

A medida tem como objetivo diminuir as dificuldades de atendimento médico existentes nas aldeias das sete coordenadorias regionais da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) também conhecidas como Distritos de Saúde Especial Indígena (Dseis).

As prefeituras que serão beneficiadas passarão por um criterioso sistema de auditoria da União para evitar desvios da verba. O dinheiro deve ser empregado na contratação de médicos, enfermeiros, bioquímicos, dentistas, entre outros profissionais da área de saúde.

Esta medida é o início de um processo emergencial que permitirá a contratação de, aproximadamente, 700 funcionários para os 34 Dseis do País. Com essa ação, o Governo Federal pretende dar autonomia aos Dseis, para que eles possam fazer as compras diretamente em suas regiões conferindo mais agilidade aos administradores, que, de forma descentralizada, diminuirão a dependência da Funasa de Manaus, por exemplo, onde fica o administrador regional do órgão.

"Isso vai acontecer aos poucos. Vamos começar por Tabatinga, no Alto Solimões, que já tem funcionários próprios e documentos para ser autônomo", disse o diretor do Departamento Nacional de Saúde Indígena da Funasa, Wanderley Guenka.

Outra medida determinada diretamente pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, é a realização de concursos que possam formar quadros para o atendimento nacional da saúde indígena, por intermédio da Funasa.

Atualmente, há 13 mil funcionários trabalhando na rede de assistência à saúde indígena em todo País. Desses, 5 mil são agentes especiais de saúde indígena que trabalham diretamente nas aldeias e o restante são médicos (uma parcela reduzida), enfermeiros, técnicos de enfermagem, bioquímicos, entre outros.

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