A Crítica - www.acritica.com
Autor: Jorge Eduardo Dantas
11 de Ago de 2010
Ao que tudo indica, a devastação ambiental que toma conta da região do Tarumã-Açu, na Zona Oeste de Manaus, vem se alastrando sem controle algum a partir da estrada da Vivenda do Pontal e está chegando à BR-174 (Manaus-Boa Vista), do outro lado daquela região.
Esta, pelo menos, é a conclusão que se pode depreender após uma visita ao Parque Girassol, uma propriedade particular situada na estrada que já começa a ver, em sua região posterior, os primeiro sinais de depredação ambiental feitos por autores desconhecidos.
Na última sexta-feira, a criadora de peixes ornamentais Maria Lúcia Chagas de Oliveira, 68, dona do Parque Girassol, foi chamada por funcionários para ver uma "novidade": a cerca que fica nos fundos de seu terreno, situado no Km 8 da BR-174, foi derrubada. Para ligar a área da criadora à do vizinho - que supostamente pertence à empresa Eletroferro - os agressores improvisaram uma ponte com barro e toras de madeira, oriundas das árvores que foram derrubadas na mesma região. Após a ponte, uma estrada de extensão desconhecida leva até o interior daquele terreno.
Vestígios
Ao longo da estrada é possível ver clareiras abertas com barracos, roça com macaxeira e bananeiras e vestígios de presença humana: roupas sujas jogadas em galhos, garrafas PET, potes vazios de margarina, velas usadas e botas largadas no chão.
"Fiquei surpresa e assustada. Nunca vi algo do tipo, mesmo morando aqui há 20 anos", contou a criadora. Com medo do que possa acontecer, Maria Lúcia passou a segunda e terça-feira percorrendo órgãos e formalizando a denúncia de crime ambiental: ela visitou a Polícia Federal, o Ministério Público Federal e a Secretaria Municipal do Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas) em busca de ajuda.
A área depredada, na realidade, deixou de ser de Maria Lúcia e tornou-se Área de Preservação Ambiental (APA) em 2004, quando ela cedeu o terreno para a União. No entanto, como o Governo Federal nunca assumiu, de fato, a administração daquela região, a criadora de peixes ornamentais ainda mantém o olho atento à área. "Estou fazendo aquilo que posso como cidadã: reclamando, denunciando. Não quero atacar ninguém, mas defender a área pela qual tinha responsabilidade", contou.
http://www.acritica.com/amazonia/Devastacao-controle_0_314968531.html
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