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01 de Dez de 2004
O governo federal estima preliminarmente entre 23.100 e 24.400 km2 o desmatamento da Amazônia em 2004 - com base na análise das áreas mais críticas da região e uma projeção para as demais, com margem de erro de 15%. Os dados foram apresentados pelo secretário de Biodiversidade e Florestas do MMA, João Paulo Capobianco, em seminário de avaliação do Plano de Prevenção e Combate ao Desmatamento lançado em março deste ano pelo Presidente Lula. Os dados são oriundos do projeto DETER do INPE, que a partir de hoje vai disponibilizar ao público as imagens de sensoriamento remoto geradas pelo satélite CBERS (www.obt.inpe.br/deter ). Os dados oficiais sobre desmatamento 2004 apenas serão disponíveis em março de 2005, quando será divulgada a análise do projeto PRODES, que apresenta uma série histórica desde os anos 80.
Os dados apresentados hoje não incluem - por problemas de cobertura de nuvens - a região do sudoeste do Amazonas e Acre, assim como a calha norte do Rio Amazonas, nos estados de Roraima, Amapá, Pará e Amazonas. Sobre essas áreas foi realizada uma estimativa. Pela avaliação preliminar, é possível identificar um forte aumento do desmatamento principalmente nas regiões da BR-163 e da Terra no Meio, no Pará, assim como das cabeceiras do Xingu, em Mato Grosso. Na região central da BR-163 foi registrado um aumento em até 511% do desmatamento em relação ao ano de 2003.
Capobianco esclareceu que os dados não deveriam ser objeto de comparação com os dados gerais do PRODES de 2003, por conta de diferenças de metodologia e de abrangência. Os dados do PRODES apontaram para um desmatamento total de 23.700 km2 na Amazônia em 2003.
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