Amazônia.org.br-São Paulo-SP
01 de Dez de 2004
O diretor de Amigos da Terra - Amazônia Brasileira, Roberto Smeraldi, que participa da avaliação do Plano de Prevenção e Combate ao Desmatamento do governo federal hoje em Brasília, fez uma primeira análise dos informes apresentados:
"Pela primeira vez - embora parciais - os dados do desmatamento contradizem a lei histórica que, desde a década de 80, vinculava o andamento das taxas ao desempenho dos setores críticos da economia. Dessa vez, em um período em que o PIB da soja caiu mais de 30% e o da pecuária 4%, o desmatamento aumenta de forma expressiva. Isso surpreende e preocupa.
Outro elemento de destaque é a confirmação - pelos dados que apontam concentração do desmatamento ao longo da BR-163 - do fato que o anúncio de grandes obras de infraestrutura é o principal vetor de desmatamento, independentemente de sua realização. O governo fora avisado disso desde julho de 2003, mas evidentemente não acreditou e ainda não quer acreditar, pois na avaliação do plano anti-desmatamento feita hoje se omitiu, incompreensivelmente, o inteiro capítulo de infra-estrutura.
Por outro lado, é importante destacar e elogiar a decisão de disponibilizar ao público os dados por meio do projeto Deter do INPE, o que implica um potencial sem precedentes de envolvimento da sociedade na luta ao desmatamento. Digo 'potencial' apenas porque nesse momento está faltando recurso ao INPE para manter atualizados os dados online do monitoramento, o que é preciso solucionar".
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