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Desmatamento em Unidades de Conservação cresce 41,75% na Amazônia Legal em 2019

Globo Rural - http://revistagloborural.globo.com/
Autor: MARIANA GRILLI
10 de jun de 2020

Segundo estudo do Inpe, avanço da derrubada de árvores também foi registrado no Cerrado, chegando 15% em comparação a 2018

Dados consolidados de 2019 pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) apontam que o desmatamento em Unidades de Conservação aumentou 41,75% na Amazônia Legal, em comparação a 2018. O corte de árvores ilegal passou de 767 km² para 1.100 km² no ano passado, sendo a área de proteção ambiental Triunfo do Xingu, no Pará, a mais atingida, com 436,1 km² desmatados.

Os números são fornecidos pelo Prodes, projeto do Inpe que realiza o monitoramento por satélite do desmatamento por corte raso. Os dados do estudo mostram que as Unidades de Conservação do Cerrado também foram atingidas pelo desmatamento, sinalizando alta de 15,03% em 2019 em relação ao ano anterior. Neste bioma, a área mais degradada é a região de Ilha do Bananal/Cantão, em Tocantins, que teve 125,8 km² desmatados apenas no ano passado.

As Unidades de Conservação são áreas naturais passíveis de proteção sob administração do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), órgão vinculado ao Ministério do Meio Ambiente, e que, em 2019, foi atingido pela redução de 24% do orçamento do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

A plataforma do Prodes informa que as taxas de desmatamento calculadas são baseadas em áreas desmatadas maiores que 6.25 hectares, o que ainda dá margem para mais terras tenham sido degradadas sem a detecção do Inpe.

Em toda a Amazônia Legal em 2019, o desmatamento chegou a 10.129 km², o que representa aumento de 34,4% em relação ao ano anterior. Este é o maior índice de áreas degradadas desde 2010.

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