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26 de Dez de 2010
Relatório do Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter) divulgado nesta semana pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) indica o aumento da devastação em áreas consideradas preocupantes, segundo as últimas análises, pelo Ministério do Meio Ambiente e pelo Ibama.
As áreas que começam a preocupar desmataram pouco em números absolutos e comparados com os estados que mais devastam, Mato Grosso e Pará. Mas indicam crescimento considerável em relação ao ano passado.
O estado do Amazonas, por exemplo, teve aumento de 85,4% no desmatamento de setembro e outubro de 2010 em relação ao mesmo período de 2009, com os casos mais graves ocorrendo na porção sul e na divisa com o Acre, onde a devastação cresceu 271,8% na mesma comparação. No mesmo período, o crescimento foi de 81,2% em Rondônia, de 139,6% no Maranhão e de 458% em Tocantins, que desmatou 5,31 km² em setembro e outubro de 2010.
O aumento da devastação em outros estados, em setembro e outubro, equilibrou a lista dos municípios que mais desmatam a Amazônia, liderada nos meses anteriores por locais em Mato Grosso ou no Pará.
Segundo a última análise do Deter, o Pará ainda tem 4 das 10 cidades que mais desmatam e o Mato Grosso, uma. Mas o Amazonas entrou na lista de setembro e outubro com 3 municípios: Boca do Acre, Lábrea e Manicoré, que ficam no sul do estado e são motivo de preocupação para órgãos ambientais.
A capital de Rondônia, Porto Velho, foi o município que mais desmatou a floresta em setembro e outubro, com 87,04 km² de mata derrubada. A cidade de Nova Mamoré, também no estado, aparece como a 6ª que mais desmatou no período, com 27,22 km² de floresta devastada.
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