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Desmatamento cresce em áreas nativas que perdem proteção legal na Amazônia

Portal Amazônia - ttp://www.portalamazonia.com
02 de abr de 2014

Rondônia, Mato Grosso e Pará são os estados que mais perderam cobertura florestal de ex-áreas protegidas

MANAUS - O desmatamento aumentou, em média, 50% em florestas que sofreram desafetação, ou seja, perderam o status de áreas protegidas, conforme apontou o Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon). Segundo o órgão, entre 1995 e 2013 a União e os governos estaduais de Rondônia, Mato Grosso e Pará retiraram a proteção de 2,5 milhões de hectares em 38 áreas como unidades de conservação e terras indígenas na Amazônia Legal.

As áreas cederam lugar a ocupações diversas e projetos hidrelétricos. Em dez áreas avaliadas, cindo anos após a redução da proteção legal, o desmatamento aumentou em média 50% em comparação com os cinco anos anteriores à perda de proteção. A expansão de infraestrutura, como a construção de usinas hidrelétricas e estradas, e políticas públicas que facilitam a ocupação ilegal de terras públicas na região sugerem que novas alterações podem ocorrer, o que aumenta o risco de desmatamento em áreas protegidas, informou o Imazon.

Pará e Rondônia são os estados concentram mais de 80% das áreas protegidas alteradas e mais de 50% da área total desafetada. "Isto porque o Governo Federal e governos estaduais têm optado pela desafetação das áreas ocupadas ao invés da remoção e indenização de ocupantes", informa o estudo divulgado. Para o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), se os governos continuarem cedendo às pressões de desafetação de áreas protegidas o Brasil perderá pelo menos 10 milhões de hectares de florestas com proteção legal.

Segundo o Imazon, para garantir o sucesso de áreas protegidas contra desmatamento e proteger direitos das populações locais deve-se combater o desmatamento especulativo; tornar fiscalização de crimes ambientais mais efetiva; acelerar integração econômica das unidades de conservação á economia local; regularizar a situação nas áreas já ocupadas; e evitar perdas quando a alteração for inevitável.

http://www.portalamazonia.com/noticias/meio-ambiente/20140402/desmatame…

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