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Desigualdade: Criança indígena morre mais

Página 20-Rio Branco-AC e Gazeta de Cuiabá-Cuiabá-MT
17 de Abr de 2003

Números divulgados pela Funasa mostram que a mortalidade infantil é bem maior entre índios

A falta de acesso à saúde, educação e saneamento básico, deixa os índios mato-grossenses em situação de desigualdade em comparação com o resto da população brasileira. Enquanto a média nacional de mortalidade infantil é de 29,6 por cada grupo de 1.000 nascidos vivos, entre os indígenas é de 57,2 por grupo de 1.000.

O mesmo acontece com a tuberculose. No Brasil, o número de portadores da doença é de 60,7 para cada grupo de 1.000 habitantes, já intolerável pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Porém, entre a população indígena esse número sobe para 112,7. O descaso com que a população indígena é tratada resulta também na disseminação de doenças como a depressão e o alcoolismo.

A desnutrição atinge 30% das crianças indígenas do nascimento até os cinco anos de idade.

Os casos notificados de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST-Aids), cerca de quatro mil, mostram que a doença também já preocupa.

Os números foram divulgados ontem no encerramento do Primeiro Seminário Mato-grossense de Saúde Indígena, realizado pela Superintendência Regional da Fundação Nacional de Saúde (Funasa). E a situação já foi pior. Em 1999, quando a Funasa assumiu o atendimento indígena, a mortalidade infantil chegava a 120 para cada grupo de 1.000.

Segundo o coordenador do departamento de saúde indígena de Brasília, Ricardo Chagas, o abastecimento de água potável melhorou bastante a qualidade de vida nas aldeias e evitou que doenças como a diarréia e verminoses diminuíssem a expectativa de vida infantil.

O novo coordenador regional da Funasa em Mato Grosso, Sérgio Motta, empossado ontem em Cuiabá, explicou que a grande prioridade desse ano é proporcionar saneamento para 100% das aldeias indígenas.

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