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Desembolso do BNDES à Amazônia vai a R$ 24,5 bi

Valor Econômico, Brasil, p. A3
27 de mai de 2014

Desembolso do BNDES à Amazônia vai a R$ 24,5 bi

Camilla Veras Mota
De São Paulo

Resultado de uma política ativa de promoção da redução das desigualdade regionais, os desembolsos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) destinados à Amazônia cresceram oito vezes entre 2005 e 2013, para R$ 24,5 bilhões, afirmou seu presidente, Luciano Coutinho, durante seminário promovido ontem pelo Valor em São Paulo. O número de operações de crédito do banco na região chegou a 112 mil no ano passado e marcou uma "ruptura no padrão de desembolsos do banco", segundo Coutinho.
Os incentivos não se limitaram aos grandes projetos de mineração e hidrelétricos, mas também, por meio de parceria com os Estados, chegaram às áreas da educação, da saúde e a projetos de desenvolvimento sustentável, defendeu. Segundo o presidente do banco de fomento, por meio do Fundo Amazônia e do Fundo Social, o BNDES apoiou também o desenvolvimento de arranjos produtivos em áreas com baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). "Destaco o projeto de aquicultura desenvolvido em parceria com a Embrapa. A Amazônia tem uma reserva espetacular de água doce e, no entanto, nossa produção estruturada é medíocre. Podemos multiplicar nossa produção de pescado de água doce se conseguirmos estruturar modelos sustentáveis de negócio com escala e de alta qualidade", afirmou. Segundo ele, o Cartão BNDES, instrumento de concessão de crédito a micro, pequenas e médias empresas inovadoras, já foi emitido em 95% dos municípios da região amazônica e movimentou R$ 1 bilhão em transações entre 2008 e 2013.
O titular da Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam), Djalma Bezerra Mello, e o presidente do Banco da Amazônia, Valmir Rossi, também presentes no seminário "Desenvolvimento Integrado da Amazônia Legal", ressaltaram as iniciativas dos órgãos de fomento regionais para estimular o investimento na região.
O Fundo de Desenvolvimento da Amazônia (FDA), por exemplo, administrado pela Sudam, desembolsou R$ 20,89 bilhões de 2007 a 2013 para financiar obras na Amazônia, 82,7% do total destinado ao setor de infraestrutura. O Banco da Amazônia, por sua vez, tem destinado recursos para o financiamento de longo prazo do desenvolvimento regional - a criação da infraestrutura para a instalação de um corredor de exportação de grãos no Norte do país, a modernização de portos e dos 67 aeroportos regionais.
O titular da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), Thomaz Afonso Queiroz Nogueira, pondera que muitas das empresas que têm se instalado na Zona Franca de Manaus "neste segundo momento", devido à multiplicação dos meios de financiamento do investimento na Amazônia, não chegam à região autossuficientes em capital, como aconteceu no período anterior, em que o polo começou a ser desenvolvido.
Clovis Correia Junior, diretor técnico e comercial da Cigás, companhia de gás da região, afirma ainda que, desde a conversão das usinas termelétricas da Amazônia para o uso de gás natural - que passou a ser explorado após a construção do gasoduto de Urucu, em 2009 - promoveu uma economia de R$ 750 milhões na região.

Valor Econômico, 27/05/2014, Brasil, p. A3

http://www.valor.com.br/brasil/3563312/desembolso-do-bndes-amazonia-vai…

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