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Descoberto novo animal na Amazônia

JB, Internacional, p. A11
12 de Jun de 2004

Descoberto novo animal na Amazônia

O cientista holandês Marc van Roosmalen descobriu na área do rio Aripuanã, na Amazônia, uma nova espécie de mamífero, batizado de porco-do-mato gigante, informou Lothar Frenz, documentarista que faz um filme sobre o assunto a ser transmitido na TV alemã.
O animal descoberto parece um javali, mas com menos gordura subcutânea e sem a barbicha nem um anel de pelos brancos ao redor do pescoço. Também não tem o cheiro desagradável de seu semelhante.
O porco-do-mato gigante tem cerca de 1,3 m de comprimento, um pouco maior do que outra espécie descoberta na Argentina, em 1974, o porco-do-mato Grande Chaco.
No documentário, Frenz apresenta o cientista holandês, que vive em Manaus, como um pesquisador comprometido com o meio ambiente e cujo trabalho é dificultado pelas autoridades brasileiras
Em abril do ano passado, Roosmalen foi afastado do Ministério da Ciência e Tecnologia, acusado de biopirataria e poucos meses depois teve de pagar uma multa de R$ 5 mil por ter sido flagrado com com quatro macacos. Trabalhava no Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) desde 1986
Antes do porco-do-mato gigante, o holandês descobriu algumas novas espécies de sagüi. A primeira foi,e m 1987, o sagüi-anão-de-cor-preta, na mesma região do rio Aripuanã.
Marc van Roosmalen se naturalizou brasileiro em 1998 e no site ''Espaço Biológico - Cultura & Evolução'' conta que o fez para facilitar seu trabalho do Brasil. Segundo ele, era difícil enviar material genético das novas espécies para análise em laboratórios no exterior.
- Era preciso ter uma licença do Ibama e, sendo estrangeiro, era difícil obtê-la. Aí, me acusavam de biopirataria. Essa paranóia de que os estrangeiros roubam as riquezas do Brasil não existe no Peru, na Venezuela, Colômbia ou nas Guianas - declarou ao site.
Na época da multa, Roosmalen contou ao JB que estava com os primatas para salvá-los ''da panela''. Declarou tê-los trocado por frangos.
O diretor do Inpa, em 2002, Marcus Barros, defendeu o cientista e disse que todas as espécies que coletava depositava no instituto.

JB, 12/06/2004, Internacional, p. A11

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