Correio do Povo-Porto Alegre-RS
20 de Fev de 2004
Advertidos de que seriam tomados como reféns na aldeia indígena de Maturuca até que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinasse a homologação da Terra Indígena Raposa/Serra do Sol, deputados federais que fazem parte de uma comissão externa da Câmara cercaram-se de cuidados antes de chegar ao local ontem, inclusive pedindo segurança à Polícia Federal. A maloca (aldeia) Maturuca é quartel-general do Conselho Indígena de Roraima, a mais organizada entidade de defesa da demarcação da terra indígena na forma como está proposto no laudo antropológico da Funai, totalizando 1,7 milhão de hectares, que extinguirá dois municípios. Embora não tenham sido hostilizados, os parlamentares que foram à maloca ouviram pronunciamentos firmes das lideranças indígenas em favor da homologação imediata. Após ouvir os depoimentos de lideranças em seis comunidades indígenas diferentes, o relator da comissão, deputado federal Lindberg Farias (PT-RJ), chamou a atenção para o sério risco de conflito entre índios contrários e favoráveis à demarcação. Lindberg disse estar preocupado também com a soberania nacional, uma vez que toda a linha de fronteira internacional de Roraima (mais de 1.800 km com Guiana e Venezuela) está demarcada dentro das reservas indígenas.
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