Brasil Norte-Boa Vista-RR
24 de Fev de 2003
A recente visita do ministro da Defesa, embaixador José Viegas, serviu para mostrar a vontade da classe política discutir com maturidade as questões de interesse do Estado. A reunião da comitiva ministerial com o governador Flamarion Portela, por exemplo, teve a participação de quatro deputados federais roraimenses, dois dos quais apoiaram nas eleições passadas outro candidato ao Palácio Hélio Campos.
A demonstração de união reflete o posicionamento de Flamarion Portela e também de boa parte dos parlamentares.
Após o encontro, o deputado federal Pastor Frankembergen, do PTB, legenda da qual faz parte o ex-prefeito Ottomar Pinto, declarou que a postura do ministro da Defesa é uma luz no fim do túnel para se pular um problema complexo que se arrasta há anos em Roraima. "Todos devem adotar o diálogo".
Participaram ainda da reunião, além do petebista, os parlamentares Rodolfo Pereira (PDT), Maria Helena Veronese (PMDB) e Chico Rodrigues (PFL). Este último fez declarações contundentes contra o presidente da Funai, Eduardo Almeida, que esteve em Roraima no início desse mês, ouviu somente um segmento dos indígenas, prometeu mais demarcações e afirmou que a reserva Raposa/Serra do Sol será em área contínua.
Convergência
Chico Rodrigues garantiu que vai propor sua demissão na próxima semana. Rodolfo Pereira também criticou Eduardo Almeida, considerando-o contraditório ao discurso da administração petista. "A vinda do ministro José Viegas significou a primeira vez em que alguém do Governo Federal chega ao Estado e segue as palavras do presidente Lula, que sempre evidencia a vontade de entendimentos e convergência de esforços", analisou.
De acordo com Rodolfo Pereira, o presidente da Funai quer mais demarcações custe o que custar, além de ter defendido a construção de uma cerca ao redor do município de Pacaraima. "Como se pode se pode falar em convergência, sem todos sentarem para estudar a solução mais viável e pacífica. Já não basta a humilhação que passamos nos governos anteriores, que deixaram o cidadão roraimense marginalizado", desabafou.
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