Agência Câmara-Brasília-DF
Autor: Reportagem - Natalia Doederlein Edição - Paulo Cesar Santos
12 de Abr de 2005
A comissão externa que averigua a morte de crianças INDÍGENAS por desnutrição nos estados do Mato Grosso e do Mato Grosso do Sul reúne-se, nesta tarde, para debater a elaboração do relatório dos trabalhos.
A reunião está marcada para as 14h30, na sala 150-B do anexo II da Câmara.
Terras e políticas públicas
O coordenador da Comissão de Saúde Indígena da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), Alexandre Padilha, citou, em audiência pública na comissão, duas causas para a morte de crianças INDÍGENAS em Dourados (MS): a escassez de terras, que leva à falta de condições de subsistência, e a falta de qualificação dos profissionais do Hospital da Mulher, onde as mortes ocorreram.
O presidente da Fundação Nacional do Índio (Funai), Mércio Gomes, que também foi ouvido pela comissão, acredita que o problema de Dourados seja uma conseqüência de políticas indigenistas equivocadas ao longo dos anos. Entre outros pontos, citou que em Dourados 11,5 mil guaranis-caiuás ocupam 3.540 hectares, enquanto 4,5 mil índios caiapós ocupam uma área de 12 milhões de hectares.
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