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Deputados defendem Dnit e dizem que atraso em obras é culpa da Funai e Ibama

RD News rdnews.com.br
Autor: Carlos Palmeira
07 de Ago de 2017

Parlamentares e dirigentes do setor produtivo de Mato Grosso defenderam o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (Dnit), responsável pelas obras nas rodovias federais em Mato Grosso. Eles pontuaram que o atraso nos trabalhos tocados pelo órgão é resultado da burocracia de órgãos como Funai e Ibama.

O Dnit foi alvo de duras críticas no início desse ano por causa de um atolamento de milhares de caminhões em um trecho não asfaltado da BR-163, próximo ao Pará. O governador Pedro Taques (PSDB) chegou a chamar o Departamento de "incompetente". A parte da pista não asfaltada está no planejamento para ser concluída há mais de cinco anos.

Nesta segunda (7), dirigentes do Executivo e Legislativo assinaram contratos de um pacote de obras que pretende destravar ainda mais a logística no Estado. Como serão em três rodovias federais, o Dnit será responsável por todas.

Questionado sobre a possibilidade de novos prolongamentos nas datas, o diretor geral do Dnit, Valter Casimiro Silveira, defendeu que o Departamento tem trabalhado na manutenção das rodovias e que os problemas registrados em março foram frutos das condições climáticas desfavoráveis.

Valter argumentou que a discussão tem sido feita no sentido de tornar alguns processos, que não dependem do órgão, mais rápidos. "Temos discutido com o Congresso formas de a gente agilizar o processo de pavimentação, para que a gente consiga diminuir a burocracia e os processos de licenciamento", pontuou.

Defesa

O deputado federal Victório Galli (PSC) disse que a culpa não é "só deles", se referindo ao Dnit, e também lembrou que outras questões burocráticas estão afetando o trabalho dos técnicos.

"Eu vejo que as obras estão avançando e espero que daqui para frente não possa ter mais barramentos de continuação de serviços e com isso fico torcendo para que as coisas possam andar bem. Porque quem ganha com isso é a população mato-grossense", finalizou Galli.

O presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja), Endrigo Dalcin, reiterou o discurso do deputado Galli e disse que o maior entrave às obras tem sido a demora das liberações de licenças ambientais e de anuências produzidas por entidades como a Funai e o Ibama.

Endrigo defendeu que essa morosidade é a principal barreira aos andamentos das obras de logística em Mato Grosso e que o movimimento Pró-Logística - que congrega entidades representativas do setor produtivo e da sociedade civil - tem realizado reuniões em Brasília para tentar destravar o setor.

"Estamos tentando mostrar, politicamente, o quanto que uma obra que não acontece custa para a sociedade, produtores e Brasil", defendeu o presidente da Aprosoja.

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