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Deputada diz que índios são usados para interesses internacionais

Folha de Boa Vista
17 de Ago de 2007

Entusiasmada com o I Encontro dos Legislativos Roraimenses, que acontece nesta sexta-feira (17), no plenário da Assembléia Legislativa (ALE/RR), a líder do governo, deputada Aurelina Medeiros (PSDB), não poupou críticas a comunidade internacional, que segundo ela, quer a todo custo à internacionalização da Amazônia e, principalmente, de Roraima.

Na Tribuna, Aurelina não escondeu sua revolta com as autoridades brasileiras que em seu entender se calam diante da questão ou acabam cedendo as pressões dos estrangeiros. A deputada disse que as fronteiras da Amazônia brasileira são vulneráveis e desprovidas de segurança e tomadas por reservas indígenas, controladas por organizações internacionais.

A parlamentar assegura que muitos casos de criação de reservas não passaram pela anuência do Conselho de Segurança Nacional e que se a Constituição do País fossem levadas ao pé da letra muitas áreas indígenas não poderiam ser criadas em áreas de fronteira.

Ela disse que ouviu no Congresso Nacional, de altas autoridades do País, que nessas áreas existem muitos estrangeiros com interesses internacionais. "Com o quadro apresentado só me resta acreditar que a Amazônia já está praticamente internacionalizada e Roraima já saiu do mapa do Brasil, como é tido na maioria das escolas americanas", lamenta.

A deputada lembrou que recentemente a imprensa noticiou a passagem por Roraima de dinheiro e contrabando que financia o terrorismo e o tráfico de droga. Ela questiona a posse de terras para estrangeiros e interroga se não existe interesse das quadrilhas do tráfico internacional para usar o Estado como rota internacional, sem que as autoridades brasileiras saibam do que está acontecendo.

"Nós temos uma fronteira pequena, onde atuam as polícias civil, militar e federal, e o nosso pessoal não pode passar nem com 20 litros de gasolina, e por onde é que está passando isso? Será que é por dentro de nossas reservas e nossas fronteiras desguarnecidas?", perguntou.

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